Sbado, 27 de Fevereiro de 2021 |

Estacionamento rotativo segue dividindo opiniões entre os usuários do serviço

Valores são depositados no caixa único da Prefeitura e cobrança da tarifa segue gerando divergências entre os usuários

Por Redação em 22 de Janeiro de 2021

"Município recebe de R$ 15 a R$ 18 mil mensais para ter o estacionamento rotativo" (Foto: Matheus Pfluck)


Neste mês de janeiro, Alvorada completou dois anos e quatro meses desde que o estacionamento rotativo foi implantado na cidade. O objetivo da Prefeitura sempre foi o de democratizar os espaços para que motoristas pudessem encontrar facilmente alguma vaga para seus veículos.

No entanto, desde o início o tema gera controvérsias por vários motivos. De um lado há quem seja a favor desta medida enquanto outros preferem da forma antiga em que achar uma vaga para os veículos era gratuito.

Prós e contras

O alvoradense Juares Solon é um dos motoristas que são a favor do estacionamento rotativo. Enquanto esperava o agente da Zona Azul para pagar a tarifa ao estacionar seu veículo na Rua Contabilista Vitor Brum no centro da cidade, ele disse que mudou de opinião ao lembrar como era anteriormente. “No início quando começou eu estranhei e não gostava. Achava um horror, um absurdo mas hoje vejo que eu ficava rodando até achar estacionamento o que não acontece hoje”, explica. Sobre o valor cobrado, o morador disse que também concorda. “Se for deixar num lugar pago o valor é muito maior”, lembra.

Já Vanderlei Spiering é contra o estacionamento rotativo. Ele acredita que se a porcentagem que a Prefeitura recebe mensalmente da empresa – cerca de R$ 15 mil mensais - fosse revertido para melhorias teria outra opinião. “Não vejo melhoria alguma. Não vejo segurança e para mim não tem retorno. Seria melhor se fosse como antes. Minha avaliação é ruim. Não tem um objetivo de melhoria e sim de arrecadação”, explica. Já sobre o valor, o motorista disse que é algo simbólico. “Tu pagar R$ 2,00 para uma hora não é um absurdo, mas, se tivesse retorno né”, fala.

Processo licitatório

Em entrevista o secretário de Segurança e Mobilidade Urbana (SMSU), Sérgio Coutinho, disse que a tarifa cobrada pelo tempo que o veículo fica na vaga é estipulada pelo investimento da empresa que na época venceu o processo licitatório. “O sistema disponibilizado pela empresa é de última geração, temos em torno de 10 parquímetros, temos os agentes de cobrança operando, então todos esses investimentos vêm a se refletir no valor cobrado que é de mercado, valor que foi levado em consideração no processo licitatório pelo menor valor e melhor estrutura de implantação do sistema”, explica.

Ainda, o secretário lembra que esse valor não passou pela Câmara, mas por todo um processo licitatório acompanhado pelo departamento jurídico da Prefeitura. Além disso, Coutinho disse que atualmente Alvorada recebe cerca de R$ 15 a R$ 18 mil mensais da Zona Azul que são depositados no caixa único da Prefeitura.

Sempre que um agente da Zona Azul constata o não pagamento da taxa de um veículo é emitida uma tarifa de R$ 1,00 que passando certo tempo chega a R$ 20,00 e que após 48h se reverte em multa de trânsito.

Sobre isto, Coutinho explicou que esta questão da autuação e multa é exclusiva do Departamento de Trânsito da Prefeitura. “Se passar 48h, aquele aviso se torna multa desde que o agente público de transito autorizado constatar no local. A empresa não autua porque não tem poder de fiscalização, ela somente aplica aquela taxa”, pondera.

Ainda, Coutinho lembra que a empresa venceu a licitação para 10 anos de contrato – faltam oito – e que quaisquer dificuldades ou reclamações devem ser feitas no Departamento de Trânsito ou ouvidoria da Prefeitura.

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