Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2020 |

Frente de trabalho, proteção social e qualificação profissional não saiu do papel

Projeto que visava amenizar o desemprego foi paralisado devido a pandemia

Por Redação em 04 de Setembro de 2020


Em janeiro de 2020 foi anunciada a frente de trabalho, proteção social e qualificação profissional. O projeto, desenvolvido pela Secretaria de Trabalho, Assistência Social e Cidadania (SMTASC), teve seu edital lançado no início do ano. A ideia era ofertar entre 40 e 60 bolas de 34 horas semanais que ficariam entre R$ 40 e R$ 50 durante nove meses para a realização de diversos trabalhos.

Os alvoradenses contemplados fariam serviços de limpeza pública, pedreiro, carpinteiro, eletricista e pintor por nove meses – podendo ser renovado mais uma vez. Além disso, quatro horas semanais da jornada de trabalho seria focada em cursos profissionalizantes. A ideia era, além de auxiliar financeiramente, ofertar formação para a população que está desempregada.

Contudo, oito meses se passaram e, na teoria, a primeira leva de bolsistas estaria prestes a renovar – ou não – o seu contrato para mais nove meses de contrato. O problema é que, em contato com o secretário da SMTASC, Daniel Silva (mais conhecido como professor Daniel), foi informado que o projeto sequer saiu do papel e que os contratos nunca foram feitos.

Como o titular da pasta assumiu recentemente a SMTASC, quem esteve presente na entrevista foi a auxiliar-administrativa Natalia Menezes, que explicou o que ocorreu. “Um pouco antes da pandemia foi feito todo o processo de inscrição, as convocações e o sorteio porque tinham mais candidatos do que vagas. Contudo, quando era para divulgar os nomes, veio o coronavírus”, salienta a servidora.

Segundo ela, com a pandemia, o grupo de trabalho se desfez e o projeto foi paralisado. Antes disso, ainda não foi definido que não seriam feitas publicações sobre o tema para não criar expectativas nas pessoas, mesmo assim muitos procuraram a Secretaria para saber mais informações e por precisarem de emprego e renda em meio a pandemia do coronavírus.

Projeto precisa ser revisto

Entretanto, conforme Natalia, a SMTASC não foi chamada para participar da construção do projeto e, quando chegou na Secretaria já aprovado, foi possível averiguar os equívocos da proposta. Isso porque a iniciativa não está adequada ao perfil do usuário alvoradense. Para a servidora, o projeto só poderá ser colocado em prática depois de ser refeito e novamente apresentado ao Legislativo.

Entre os equívocos estão os direitos trabalhistas. “Uma coisa que não foi pensada por quem desenvolveu o projeto foi o fornecimento de alimentação e transporte. Por causa disso, foi cogitado fazer ações no dia inteiro de quarta-feira, pois é o dia que tem almoço no Anísio Teixeira e usar as Kombi da SMTASC para o transporte. Contudo, não seria possível organizar isso devido a pandemia”, aponta Natalia.

Sem perspectivas de início

A ideia é tentar retomar o projeto e aproveitar os selecionados, mas não há previsão para que isso aconteça. “Vamos avaliar e reunir os técnicos e os advogados para ver o que é possível e se é possível. Eu acredito que seria muito importante para a SMTASC e para a nossa população, mas é necessário avaliar a viabilidade e ver como isso fica durante o período eleitoral”, finaliza professor Daniel.

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