Quarta-Feira, 23 de Agosto de 2017 |

Moradores da Rua Gomes Freire aguardam, pela segunda vez, pavimentação comunitária

Comunidade teve sua rua contemplada na gestão passada, mas terá de ser refeita

Por Redação em 11 de Agosto de 2017

"Pavimentação comunitária durou apenas seis meses" (Foto: Guilherme Wunder)


A pavimentação comunitária de Alvorada é um problema que está em pauta no município desde a época do prefeito Carlos Brum. Isso porque, da sua gestão, restaram 15 ruas que foram pagas e não receberam o serviço. As vias que ficaram sem receber as obras foram: Alfredo da Rocha; Bento Figueiredo; Buenos Aires Catulo da Paixão Cearense; Gomes Freire; Travessa Guarujá; Júlio César Ribeiro; Noel Rosa; Padre Anchieta; Padre Cacique; Pedro Lessa; Plauto Azambuja; PP13; Tancredo Neves e Vitor Meireles.

Ao assumir em 2013, o prefeito Sergio Bertoldi se comprometeu em, antes de abrir o processo para inscrição de novas ruas no programa de pavimentação comunitária, realizar as obras das 15 ruas que foram herdadas. Porém, durante os quatro anos em que esteve à frente da Prefeitura, Bertoldi não conseguiu e acabou deixando quatro ruas, Buenos Aires; PP13; Pedro Lessa e Júlio César Ribeiro, para serem feitas pela atual gestão.

Rua Gomes Freire
Entretanto, além das quatro ruas que não receberam a pavimentação com blocos de PAVS, existe outro problema herdado pela atual gestão. Isso porque a Rua Gomes Freire, que fica localizada entre as ruas Sepé Tiaraju e Vereador Ary Muller, foi entregue para a comunidade pelo prefeito Bertoldi, e, segundo os moradores, ficou pavimentada por apenas seis meses. A reportagem do Jornal A Semana esteve no local nesta terça-feira e averiguou que, atualmente, a rua está com o chão batido, sem o PAVS pago pela comunidade.

Segundo Miguel Rufino, aposentado e morador da rua há 48 anos, a Prefeitura disse que foi um problema de drenagem que estragou o trabalho realizado. Porém, ainda conforme Rufino, os moradores da rua avisaram os engenheiros sobre este problema antes da via ser construída e, mesmo assim, os operários seguiram com as obras. Desde então a comunidade está esperando que o problema seja corrigido e o serviço refeito.

“Nós pagamos e não arrumaram nossa rua. Já fui à Prefeitura e no Fórum para tentar agilizar esse processo e, até agora nada. Eles só protocolam os nossos pedidos. Esse problema aconteceu na primeira chuva e, desde então estamos abandonados e esperando. Essa rua foi paga pela comunidade e nós não queremos protocolos e sim a nossa via transitável e pronta”, enfatiza Rufino, que é uma das lideranças da rua.

Para o morador Paulo Roberto de Abreu Ferreira, metalúrgico, o problema de drenagem da rua é algo rotineiro e que sempre aconteceu. Tanto que, desde a época do Brum, ele já havia avisado que deveria ter sido feito um trabalho para que a água parasse de escorrer. Entretanto, segundo ele, por mais que avisassem os responsáveis pela obra, eles sempre eram ignorados e recebiam como resposta que não sabiam do que estavam falando.

“Nós avisamos que isso ia acontecer, mas os engenheiros teimaram conosco e disseram que eram eles que sabiam como funcionava. Agora está aí. A obra não durou sete meses e eles tiveram que tirar tudo. Na primeira enxurrada isso parecia um lençol, escorrendo todas as pedras e deixando a rua intransitável. Daí eles disseram que era um problema na drenagem, que nós já havíamos dito e eles nos ignoraram”, desabafa o metalúrgico.

Resposta da Prefeitura
Para dar uma resposta para os moradores da Rua Gomes Freire, entrevistamos o secretário de Obras e Viação, Valdemir Martins. O mesmo nos explicou que o problema na via aconteceu devido ao excesso de água que escorre pela Rua Sepe Tiaraju em dias de chuva, desde a sede do INPS, e acaba desembocando na Gomes Freire. Para sanar esse problema, a SMOV está instalando uma nova rede de esgoto, com maior capacidade, para dar conta da demanda de água que desce pela rua.

“Nós estamos fazendo a nova rede de esgoto, com canos de 80, que vem desde o INPS até a Escola Municipal Alfredo José Justo. Mais da metade da obra já está pronta. Com isso teremos o suporte necessário para a quantidade de água que desce e esses deslizamentos não devem mais acontecer. Essa obra começou já fazem cerca de dois meses e acreditamos que, em até 30 dias, devem ser concluídas”, ressalta o titular da pasta.

Já sobre a obra com blocos de PAVS na via, o secretário Martins ressaltou que ainda não existe uma previsão para a retomada do programa de pavimentação comunitária. Segundo o titular, atualmente não há orçamento para estas obras, porém, quando for reiniciado, as quatro ruas que foram deixadas para trás, mais a Gomes Freire, serão as prioridades e estarão incluídas no programa.

“Nós estamos na obra da drenagem, que deve ser concluída em até 30 dias. Depois vamos pensar na pavimentação da rua. Assim que for concluída, vou me reunir com o prefeito, apresentar as vias restantes e correr atrás de orçamento para a realização da obra. Ela está na lista e vai ser feita. Porém ainda não podemos dar prazo. O prefeito está estudando muito bem como dar prosseguimento ao programa. Mas nossa prioridade é fazer as cinco ruas que ficaram para trás”, finaliza.

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