Terça-Feira, 20 de Fevereiro de 2018 |

Morre Jorge Ubirajara, empresário e juiz de paz do município

Jorge lutava contra um tumor no cérebro e morreu na Santa Casa

Por Redação em 02 de Fevereiro de 2018

"Ao longo de 30 anos Jorge realizou 25 mil casamentos" (Foto: Divulgação)


No dia 25 de janeiro, a cidade perdeu Jorge Ubirajara Nunes dos Santos que além de comerciante também foi Juiz de Paz no município por mais de 30 anos, onde celebrou 25 mil casamentos.
O comerciante foi casado por 31 anos com Sandra Maria Torales dos Santos, onde teve seus dois filhos, Tiago e Lucas Torales. Jorge faleceu no Hospital Dom Vicente Scherer no Complexo Hospitalar da Santa Casa em Porto Alegre, por morte natural, alcançando a idade de 63 anos.

Luta

De acordo com seus familiares Jorge lutava desde seus 30 anos de idade, contra câncer na hipófise, localizada na base do cérebro e considerada a principal glândula do corpo humano. Desde lá passou por sete cirurgias na cabeça e uma no pulmão, sendo que no quinto procedimento perdeu a visão do olho direito e na sexta a visão do outro olho.

De pai para filho

Natural de Porto Alegre veio para Alvorada e no dia 17 de fevereiro de 1978, onde começou seu trabalho como corretor de imóveis abrindo a Imobiliária Verde Vale, no Bairro Bela Vista.
Com o falecimento de seu pai, Lucas Torales está dando seguimento ao trabalho na Imobiliária Verde Vale, que neste mês completa 40 anos de existência. “Tive o melhor professor do meu lado, tudo o que ele me ensinou eu aprendi. Até a pouco tempo ele também estava aprendendo, mesmo com 40 anos de imobiliária”, salienta o filho.

25 mil casamentos

No dia 09 de fevereiro de 1985 começou seu trabalho como Juiz de Paz no município onde que, por mais de 30 anos, realizou 25 mil casamentos civis. No entanto, no dia 12 de junho de 2015, realizou sua última celebração, pois não tinha condições de dar seguimento ao trabalho após ter ficado completamente cego.

De acordo com sua esposa Sandra seu maior prazer era realizar os casamentos. “Sempre chegava antes do horário e infelizmente perdeu a visão e ficou impossibilitado, mas sempre tinha a esperança de voltar a enxergar e continuar fazendo o casamentos”, conta. Ela ainda lembra que Jorge pediu para ela lavar e deixar todos os seus ternos que usava nos casamentos lavados e prontos para o uso.

Já Carlos Wolney Nunes dos Santos, conta que seu irmão Jorge era uma pessoa que ao longo de sua vida fez muitos amigos. “Nesta vida ele teve muitas amizades por sempre procurar fazer o bem ajudando os outros sem medir esforços”, fala.

Sepultamento

O sepultamento ocorreu no Cemitério São Jeronimo no Bairro Formosa e reuniu amigos e familiares que se despediram numa cerimonia religiosa realizada pelo Padre Libanor Picetti. A missa de sétimo dia ocorrerá hoje, às 18h na Paroquia Santo Antônio na Rua Primavera, 414 no Bairro Formosa.

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