Terça-Feira, 16 de Janeiro de 2018 |

Obra de canalização comunitária na Rua Antão de Lima e Franco deve ter início em janeiro

Comunidade havia adquirido os canos em junho deste ano e até agora a construção não começou

Por Redação em 15 de Dezembro de 2017

"Moradores adquiriram 200 canos em junho deste ano e entraves impediram o início da obra" (Foto: Guilherme Wunder)


A comunidade da Rua Antão de Lima e Franco, no Bairro Formosa, têm motivos para celebrar a reta final de ano que se aproxima. Isso porque, após quase seis meses de espera, a Secretaria de Obras e Viação (SMOV) espera conseguir superar os entraves que surgiram no decorrer do processo de canalização comunitária das casas da região.

Entenda o caso

Em junho deste ano, os moradores da Rua Antão de Lima e Franco, próximo ao Cemitério Municipal, buscaram os poderes Legislativo e Executivo para poder realizar a canalização comunitária. A ideia da comunidade era adquirir os 200 canos e a Prefeitura, através da SMOV, realizaria a instalação dos canos e da rede de esgoto dos moradores que ali moram.

Porém o que era para ser um processo rápido acabou se complicando. Pelo menos é isso o que explicam os moradores. Segundo eles, após a organização da comunidade para adquirir os canos, foi averiguado que, no fim da rua, onde se localiza uma chácara, haveria um problema. Isso porque o descarte do esgoto não poderia acontecer ali e seria necessário comprar mais canos para fazer todo o encanamento por dentro da propriedade privada.

A indignação dos moradores é grande. Conforme Marlos Nickel, que mora no local há cerca de seis anos, a Prefeitura pressionou a comunidade na compra dos canos e até agora não fez nada. “Deram-nos um prazo e, caso não respeitássemos ele, passariam nossa rua para o fim da fila e partiriam para uma próxima. Fizemos nossa parte e agora alegam questões com o dono da chácara no final da rua. Porque não viram isso antes de nos fazerem comprar os canos?”, desabafa o alvoradense.

Flavio Bueno e sua esposa, Mirna Marques, contam que foram informados sobre a urgência para adquirir o material, pois caso a SMOV iniciasse as obras e os canos não tivessem sido comprados, as ruas ficariam abertas. “Fizemos uma força-tarefa e, cada casa, gastou R$ 315 para comprar os canos. Mostraram-nos o projeto e disseram que iam fazer. Estamos até agora esperando”, explica Bueno.

Segundo o que foi explicado pelos moradores, o proprietário de uma chácara no final da rua não havia autorizado ainda que a Prefeitura fizesse a rede de esgoto. Como essa propriedade é no final da Rua Antão de Lima e Franco, seria necessário fazer o encanamento por dentro do terreno, para que se chegue a uma região de descarte correta.

Secretaria de Obras e Viação

Para entender mais sobre o processo e poder informar a comunidade os motivos para o atraso no início das obras que a reportagem do Jornal A Semana conversou com o secretário de Obras e Viação, Valdemir Martins. O objetivo foi poder entender o porquê da demora em iniciar a instalação da rede de esgoto e o impasse com o dono da chácara. Além disso, foi questionada a necessidade da comunidade ter de adquirir mais canos.

Martins explica que foi inicializado o processo de canalização comunitária, onde os moradores dariam os canos e a Prefeitura entraria com a mão de obra. Segundo o titular da pasta, o projeto previa a rede de esgoto no lado esquerdo da via e, como a Antão de Lima e Franco é uma descida da Rua Oscar Schick, próximo ao Cemitério Municipal, a água escoaria dentro de uma chácara, no fim da rua.

Conforme o secretário da SMOV, quando os moradores se organizaram e procuraram a Prefeitura para a realização da obra, foi dito que o morador da chácara havia liberado que a rede terminasse na entrada de sua propriedade. “Na reunião que fizemos com os moradores, nos foi informado que não haveria problema com o dono da chácara. Para fazer a obra seria necessária a Secretaria de Meio Ambiente liberar. Os moradores compraram os canos e nós fizemos o projeto, mas na hora o morador não aceitou”, salienta Martins.

Quando a SMOV procurou o proprietário da chácara, ele disse que só liberaria isso caso o município arque com a obra de instalação da rede de esgoto, passando por toda a propriedade. “Se o morador da chácara não autorizar a obra não sai. A SMOV está aguardando a liberação do proprietário. Ele autoriza se fizermos a compra de mais 200 canos e realizarmos toda a obra no terreno dele. Quando nos solicitaram foi dito que o esgoto poderia ir até o local. O dono aceita desde que canalize”, ressalta Valdemir Martins.

O titular da pasta conta que, para realizar essa obra, será necessário que a SMOV adquira mais 200 canos, que se somam aos 200 já existentes. Esses novos canos seriam utilizados na construção da rede de esgoto que deve passar por toda a extensão da chácara. “Agora está com o prefeito a decisão de comprar esses canos adicionais para realizar a obra. Nós estávamos trabalhando em uma obra de 200 canos e agora vai ser uma construção de 400 canos”, destaca o secretário.

Nesta segunda-feira, 11/12, o secretário da SMOV recebeu uma comitiva informando que, caso seja feita toda essa canalização, o dono da chácara autoriza a obra. Agora falta apenas o posicionamento do Executivo para a compra. Contudo, a expectativa por parte de Valdemir Martins é de que, nos próximos dias, o prefeito José Arno Appolo do Amaral (PMDB) autorize a compra dos 200 canos restantes. “Caso isso aconteça, as obras devem iniciar até o fim de janeiro e deve seguir por três ou quatro meses, dependendo das condições climáticas”, explica Martins.

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