Terça-Feira, 20 de Fevereiro de 2018 |

Problemas no centro da cidade fazem com que Operação Sossego volte a pauta

Ação realizada pela Guarda Municipal teve sucesso em ações no início do ano passado, na Parada 48

Por Redação em 19 de Janeiro de 2018

"A Operação Sossego visa controlar a venda de bebidas e o descarte de lixo nas ruas" (Foto: Matheus Pfluck)


Uma das ações mais bem vistas no primeiro ano da atual gestão foi a realização da Operação Sossego, que teve início em fevereiro e seguiu por pouco mais de um mês no centro da cidade. O objetivo do programa era acabar com o consumo de drogas ilícitas e bebidas alcoólicas por menores de idade, som excessivo e desordens de todo tipo durante as noites alvoradenses. Contudo, essa operação chegou ao fim no ano passado, mesmo que tenha agradado a comunidade.

Isso aconteceu porque, segundo o secretário de Segurança e Mobilidade Urbana (SMSMU), Sérgio Coutinho, todo o desenvolvimento da operação já previa um início e um fim. “A ideia foi atender um apelo daquela comunidade próximo da Rua União. Eles fizeram uma reivindicação desde 2014 ao Ministério Público e a Brigada Militar. Posteriormente foram feitos apelos ao prefeito e nós resolvemos o problema”, explica o titular da pasta.

Na época, a Operação Sossego teve a participação da Guarda Municipal, Agentes de Trânsito, Departamento de Vigilância, Conselho Tutelar, Secretaria de Saúde e Fiscais da Secretaria da Fazenda, com apoio da Brigada Militar. Na época já havia sido informado que, pelo número baixo do efetivo da Guarda Municipal, não seria possível manter o projeto, mas que a SMSMU estaria disposta a seguir, de forma esporádica, realizando ações semelhantes.

Agora entramos em 2018 e, junto com este novo ano, também surgiram novos problemas, semelhantes a aqueles encontrados no início do ano passado. São diversos os relatos nas redes sociais de moradores reclamando do som alto, venda de bebidas alcóolicas para menores e brigas próximo a Parada 49 da cidade. Além disso, quem passa durante a manhã de sábado e domingo pela Avenida Presidente Getúlio Vargas, encontra cacos de vidros e sujeira por um trecho da via.

Pensando nisso, a reportagem do Jornal A Semana entrou em contato com o secretário da SMSMU, Sérgio Coutinho, para saber sobre os problemas por ali enfrentados e qual a possibilidade da Operação Sossego ser retomada. Segundo ele, a Secretaria tem ciência dos problemas que estão ocorrendo naquela região, apesar de não terem sido procurados pela comunidade e nem por comerciantes da região para reclamar sobre o problema.

Contudo, conforme explica o titular da pasta, o município não tem a obrigação de realizar ações como essa e a atribuição para resolver problemas como esse é com a Brigada Militar e o Ministério Público. “A comunidade tem que se mobilizar e procurar o comando da Brigada Militar com uma representatividade para expor a situação. Assim eles podem dar uma resposta para os moradores. Além disso, o Ministério Público também deve ser procurado”, justifica Coutinho.

O secretário relata ainda que, em última instância, a SMSMU pode auxiliar a comunidade, mas não podem ser vistos como os responsáveis para solucionar o problema. “Nós não estamos negando o serviço, mas é necessário buscar os responsáveis e competentes por esse tipo de demanda. Sabemos que aquela situação é complicada. Nós não podemos assumir atribuições que não são de nossa competência”, salienta o titular da pasta.

Coutinho finaliza ressaltando ter vontade de retomar o programa da Operação Sossego, pois acredita que ela funciona e foi muito bem recebida pela comunidade. Contudo, faltam profissionais no quadro de funcionários para realizar o serviço. “Nosso efetivo da Guarda Municipal é muito pequeno. Conta com cerca de 29 homens. Isso sem falar que existem profissionais com demandas fixas, de férias ou exercendo outras funções”, conclui o secretário.

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