Domingo, 27 de Novembro de 2022 |

Real Academia completa 30 anos de atividades e projeta futuro

Clube de futebol foi fundado em 1992 e é um dos maiores do município

Por Redação em 18 de Novembro de 2022

"A equipe manda suas partidas no Campo do Tarumã" (Foto: Divulgação)


O ano era 1992. Três jovens, na época com idade entre 14 e 16 anos, montaram um time para participar de um torneio de futebol - que aconteceria em uma pequena praça no bairro Salomé. Amantes do futebol europeu, resolveram batizar a equipe com o nome de “Sport Club Real Manchester” e adotar as cores vermelha e preta, em homenagem ao poderoso Milan, da Itália. Eles mal podiam imaginar que ali, naquele momento, estavam fundando um dos principais clubes de Alvorada - que ganharia muitos títulos ao longo das próximas três décadas, estando à frente de alguns dos principais momentos do esporte na cidade. Essa é a história do Sport Club Real Academia, que completa 30 anos em 2022 sem deixar de olhar para frente.

“A sensação é quase como se fosse um filho. Fundamos o real com quase 15 anos de idade, vamos completar 45”, explica Luis Fernando Barbosa, fundador e atual presidente do clube. “Foram muitos finais de semana que eu não tive, muitas histórias, muitas viagens… é gratificante saber que pudemos proporcionar momentos inesquecíveis para vários jovens, adultos, pessoas de todas as idades”, celebra. Desde sua fundação (passando por uma refundação em 2001, que deu ao clube seu nome atual), o Sport Club Real Academia coleciona títulos municipais, regionais, estaduais e até internacionais, nas duas modalidades em que atua - futebol de campo e futsal. “É como se fosse a criação de um filho que atingiu a maioridade, a satisfação de ver uma coisa que deu certo”, complementa Barbosa.

Fernando se orgulha do pioneirismo de seu clube em muitas áreas do futebol alvoradense. “O Real foi um clube precursor do Campeonato Municipal de Futsal. Tínhamos a Série Ouro, a Série Prata, mas não tínhamos um municipal. Ajudamos a criar o Alvoradense que hoje é um sucesso”, frisa. Ele não esquece do período em que o clube representou, sozinho, o município em torneios de escala regional. “O Real ajudou muitos jovens que hoje estão em grandes clubes, na época da seleção sub-21 - quando representamos por seis anos a cidade na Copa Sul, no início dos anos 2000. Proporcionou muitas coisas para vários jovens: intercâmbios, viagens. Fomos grandes incentivadores de muitas coisas na cidade”, lembra.

Apesar do orgulho pelo passado, o pensamento de Fernando está no futuro do clube. Após reformas no campo em que o Real manda suas partidas, na rua Cedro (que hoje possui até mesmo arquibancadas), o objetivo é ter um 2023 melhor do que 2022. Segundo ele, uma nova direção assume o Real a partir de 11 de dezembro. Entre os objetivos dos dirigentes, está a profissionalização - algo que sempre esteve no horizonte, mas que ainda encontra barreiras importantes. “O sonho ainda é ser profissional. A cidade ainda não tem uma estrutura necessária para que possamos chegar ao futebol profissional”, cita. Fernando reitera que teve oportunidades de profissionalizar o clube, mas não aceitou porque quer que isso aconteça no município, e não fora dele. “O Real só não virou profissional ainda porque não aceitamos jogar em outra cidade. Queremos arrumar uma estrutura para jogar dentro de Alvorada”, defende.

Existe, hoje, uma cautela para tratar do assunto. “O sonho não terminou. Trabalhamos firme, mas agora com os pés no chão. A pandemia atrasou muitas coisas no futebol e agora que os clubes estão retomando. Mas é uma meta que ainda está esquecida e que vamos alcançar. Fomos precursores em muita coisa e vamos ser nisso também”, fala, com confiança, Fernando.

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