Segunda-Feira, 16 de Outubro de 2017 |

Badallaço, talento aprovado pelo público

São cinco anos de caminhada com mudanças de rumo, experiência adquirida, sonhos, expectativas

Por Redação em 05 de Outubro de 2012

"Badallaço, talento aprovado pelo público"


São cinco anos de caminhada com mudanças de rumo, experiência adquirida, sonhos, expectativas... e agora o primeiro CD.
Esse é o grupo Badallaço, surgido no Umbu e que conquistou muito mais que Alvorada ao longo de uma carreira construída com trabalho e dedicação de jovens que tem na música o prazer de viver.
O vocalista Rafael Pradie e o batera Luiz Claudio Derzete contam que o grupo começou como Umbutchê, passou por Balanço Medonho, até se firmar com o nome de Badallaço, ou seja, “algo muito comentado”. Além do nome, também o estilo foram mudando e se adaptando ao gosto, não só do público, mas principalmente dos músicos. “Sempre nos mantivemos na tradição gaúcha, mas houve uma época em que tocávamos de tudo, tipo banda de bailão”, comentam.
Hoje, o grupo composto ainda pelo baixista Daniel Fraga, guitarrista Rodrigo Kellers e gaiteiro Lennon Derzete toca sertanejo e música gaúcha, na maioria das vezes no ritmo da chamada “tchê music”.
Dedicados exclusivamente à gravação do primeiro CD que será lançado ainda em 2012, estão momentaneamente afastados dos palcos, mas prometem retornar com novidades. “Queremos assumir a identidade gaúcha, de bombacha e bota”, afirmam.

Incentivo – Mesmo com composições próprias e diversas versões de clássicos para o ritmo gauchesco, a realização do CD não foi uma consequência natural. Na verdade foram os diversos grupos que eles acompanharam ao longo da carreira, que os incentivou a seguir profissionalmente. “Já foram muitas aberturas de bailes com grandes nomes da música gaúcha, e sempre ouvimos elogios e a cobrança da realização de um trabalho concreto”.
Contudo, a grande mágoa é justamente com relação à cidade em que o Badallaço nasceu. Eles afirmam que, apesar do carinho do público, o apoio local nunca aconteceu, ou foi mínimo.
Chegaram a tocar em uma Feira do Livro e um show de bandas promovido pela Cultura, mas acreditam que por conta da imensa insistência e não por reconhecimento do trabalho. “É uma pena que a Capital e Região Metropolitana valorizem nosso talento e que aqui sejamos desconhecidos dos gestores culturais”, lamentam.
Mas a esperança é que, com o lançamento do CD e sua repercussão, muitas portas se abram, principalmente em Alvorada.

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