Sexta-Feira, 19 de Janeiro de 2018 |

Crítica de 120 Batimentos por Minuto

Filme estreou nos cinemas nesta quinta-feira

Por Redação em 05 de Janeiro de 2018

"O longa-metragem foi dirigido por Robin Campillo, que apresentou o a história do Act Up." (Foto: Divulgação)


Nesta que é a primeira semana de 2018, o filme visto por este que vos escreve, tem uma importância histórica muito grande e, na minha humilde opinião, deveria ter aproveitado o dezembro vermelho e ter sido lançado no ano passado. Digo isso porque, a produção assistida nesta semana chama-se “120 Batimentos por Minuto” e tem como tema principal a luta dos homossexuais contra a AIDS.

Na trama, que se passa no início dos anos 90, na França, acompanha o grupo ativista Act Up, que está intensificando seus esforços para que a sociedade reconheça a importância da prevenção e do tratamento em relação a Aids, que mata cada vez mais há uma década. Recém-chegado ao grupo, Nathan logo fica impressionado com a dedicação de Sean, apesar de seu estado de saúde delicado.

O longa-metragem foi dirigido por Robin Campillo (Eles Voltaram e Meninos do Oriente), que apresentou o a história do Act Up, grupo francês que, nos anos 1990, ficou conhecido por promover ações não-violentas em defesa da prevenção e do tratamento em relação a AIDS. Só que, ao mesmo tempo em que o diretor apresenta a história da organização e suas lutas, Campillo também mostra mais sobre a realidade dos homossexuais da época.

Isso acontece de forma coerente e flui muito natural para quem está acompanhando o filme. Além disso, as atuações seguras fazem com que a obra funcione melhor, pois o telespectador começa a se preocupar com o que vai acontecer com toda a instituição e com os protagonistas da história. Isso faz com que, além de sua importância histórica, o filme humanize a vida e a trajetória de todos os que por ali passaram.

A produção é comovente e muito bem construída, mostrando a realidade crua de quem é portador do vírus HIV e é homossexual. Sem estereótipos e nem medo de mostrar como é a vida de um soro positivo, passando por exemplos de quem está vivendo bem até quem morre por causa da doença. Com certeza é uma grata surpresa para quem inicia 2018 perto de um cinema e longe da praia.

Estreias da semana

Jumanji: Bem-Vindo à Selva – Quatro adolescentes encontram um videogame cuja ação se passa numa floresta tropical. Empolgados com o jogo, eles escolhem seus avatares para o desafio, mas um evento inesperado faz com que sejam transportados para dentro do universo fictício, transformando-se nos personagens da aventura.

Viva - A Vida é uma Festa – Miguel é um menino de 12 anos que quer muito ser um músico famoso, mas ele precisa lidar com sua família que desaprova seu sonho. Determinado a virar o jogo, ele acaba desencadeando uma série de eventos ligados a um mistério de 100 anos. A aventura, com inspiração no feriado mexicano do Dia dos Mortos, acaba gerando uma extraordinária reunião familiar.

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