Segunda-Feira, 18 de Dezembro de 2017 |

Crítica de Assassinato no Expresso do Oriente

Obra adapta livro de Agatha Christie

Por Redação em 01 de Dezembro de 2017

"A obra, que estreou nesta quinta-feira, 30/11, nos cinemas, conta a história de um assassinato que acontece durante viagem." (Foto: Divulgação)


Nesta semana temos um filme repleto de nomes conhecidos. Johnny Depp, Michelle Pfeiffe, Penélope Cruz, Willem Dafoe, entre outros nomes renomados do cinema fazem parte da produção, que é dirigida e protagonizada por Kenneth Branagh. Além disso, a obra adapta uma das obras de Agatha Christie. Estamos falando de “Assassinato no Expresso do Oriente”.

A obra, que estreou nesta quinta-feira, 30/11, nos cinemas, conta a história de um assassinato que acontece durante a viagem do Expresso do Oriente. Neste trem está o detetive Hercule Poirot, interpretado por Kenneth Branagh. Ele é procurado pelo personagem de Johnny Depp, que quer contratar seus serviços como segurança. Entretanto, na noite seguinte, ele aparece assassinado.

Neste ponto que a trama começa a se desenrolar. Isso porque Poirot, conhecido como um dos melhores detetives do mundo, resolve investigar o caso. Agora é que vêm os quesitos que merecem ser debatidos, tanto de forma positiva como também de aspectos negativos que a trama apresenta. E talvez essa seja a maior decepção: termos pontos ruins em uma adaptação de Agatha Christie.

Porém, vamos começar com os positivos. Tecnicamente, a direção de Branagh é muito boa. Ele ousa pouco, tendo apenas alguns planos diferenciados. Entretanto, é uma direção segura e correta, fazendo o “feijão com arroz” de forma bem feita. Além disso, a fotografia do filme é linda e isso fica mais claro ainda na tela grande do cinema. Creio que a experiência seja um diferencial que faça melhorar a produção.

Já os problemas estão no roteiro de Michael Green. Isso acontece devido a diversos fatores. Um deles – talvez o mais importante – é a falta de profundidade nos personagens apresentados. Talvez o único que tenha sido mais bem trabalhado é o protagonista Hercule Poirot. Apesar de um elenco recheado de nomes renomados, os coadjuvantes são mal desenvolvidos e servem apenas para compor o conjunto.

Faltam motivações mais concisas, ou melhor, abordadas, faltam explicações, faltam linhas de diálogos mais rebuscadas e até uma atuação mais convincente de alguns atores. Isso atrapalha na construção da verossimilhança e também na relação entre público e filme. Nenhum personagem é construído de tal forma que faça com que o telespectador se preocupe com o que vai acontecer. Falta envolvimento.

Infelizmente, “Assassinato no Expresso do Oriente” não é tão bom quanto muitos esperavam, mas também não é tão ruim ao ponto de ser um fracasso. Falta um desenvolvimento mais coerente e profundo de alguns personagens, mas existe uma experiência técnica visual muito bem executada. Espero que, pelos nomes que ali trabalharam, a produção consiga se sair bem nas bilheterias. Assim poderemos ver mais obras de Agatha Christie sendo adaptadas para o cinema.

Estreias da semana

Jogos Mortais – Jigsaw: O filme, que da sequência a franquia após anos sem novidades, apresenta uma série de assassinatos, onde todas as pistas estão sendo levadas até John Kramer, o assassino mais conhecido como Jigsaw. À medida que a investigação avança, os policiais se encontram perseguindo o fantasma de um homem morto há mais de uma década.

A Estrela de Belém: A animação conta a história de Bo, um jovem asno que está cansado de ficar aprisionado em um estábulo, onde sempre anda em círculos para fazer com que o moinho funcione. Incentivado pelo pássaro Davi, seu melhor amigo, ele consegue escapar e, na fuga, se esconde em meio a uma festa de casamento. Ao término do evento, ele é encontrado pela recém-casada Maria, que carrega no ventre aquele que será conhecido como o filho de Deus.

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