Sexta-Feira, 19 de Janeiro de 2018 |

Crítica de Bright

Filme é a produção mais cara da história da Netflix

Por Redação em 29 de Dezembro de 2017

"Will Smith e David Ayer repetem a dobradinha de Esquadrão Suicida" (Foto: Divulgação)


Nesta última semana do ano a pauta é um filme diferente e que chegou às plataformas de streaming – Netflix – na última semana. Como estamos em um período de recesso, mas os leitores não podem ficar sem a dica semanal de filmes, optamos por trazer para os assinantes do Jornal A Semana a crítica de Bright.

O filme, protagonizado por Will Smith e dirigido por David Ayer (dupla que trabalhou junto em Esquadrão Suicida), conta a história de um mundo futurista, onde seres humanos convivem em harmonia com seres fantásticos, como fadas e ogros. Mesmo nesse cenário, infrações da lei acontecem e um policial humano especializado em crimes mágicos é obrigado a trabalhar junto com um orc para evitar que uma poderosa arma caia nas mãos erradas.

Cabe ressaltar, antes de qualquer coisa, que a produção é a mais cara já desenvolvida pela Netflix e que uma sequencia já foi confirmada. Agora vamos às características deste filme que chegou com uma expectativa imensa e, apesar de bom, causou certa decepção em quem esperava algo estrondoso. Isso inclusive é um problema da empresa, que consegue entregar ótimas séries, mas ainda não tem a mesma credibilidade com longas-metragens.

O que podemos dizer que deu certo neste filme? Um dos fatores é a parceria entre os policiais, que faz lembrar produções como Bad Boys e Máquina Mortífera. Isso porque, sem sombra de dúvidas, a relação de parceria e ódio entre os dois funciona muito bem e faz com que o público acredite no que está acontecendo e se preocupe com o futuro dos personagens.

Porém, infelizmente, só a sintonia dos protagonistas não é o suficiente para garantir o sucesso. E o grande problema de Bright está no seu roteiro, escrito por Max Landis, que escreveu a primeira temporada de Dirk Gently. Isso porque parece que existia certa pressa em apresentar todos os conceitos e as mais diversas reviravoltas e problemas.

Parece que faltou um foco e o filme acaba apresentando uma narrativa que tenta ser repleta de reviravoltas, mas acaba sendo anticlimática e cansativa. Infelizmente, a direção resolve ficar desenvolvendo coisas demais e explicando tudo de forma mastigada, sem contar com a inteligência e participação do telespectador que quer curtir aquela experiência junto.

Bright é um filme que gasta tempo demais se explicando e funcionaria muito bem se não fosse a pressa da narrativa. Com o excesso de elementos a serem apresentados de uma vez, acaba que não sobra tempo para um desenvolvimento coerente do que se quer, sobrando apenas tempo para tiros e sangue, com uma reviravolta de conto de fadas.

Estreias da semana

Fala Sério, Mãe! – Ângela Cristina, mãe da adolescente Maria de Lourdes, está tendo a experiência de guiar sua filha durante uma das fases mais complicadas da vida. Ela vive uma montanha-russa de emoções, com medos, frustrações e um caminhão de queixas para descarregar. Por outro lado, Malu, como prefere ser chamada, também tem suas insatisfações. Teimosa, sofre com os cuidados excessivos e com o jeito conservador da mãe.

Roda Gigante – A atriz Ginny, casada com Humpty, acaba se apaixonando pelo salva-vidas Mickey. Mas quando sua enteada, Carolina, também cai de amores pelo rei da praia, as duas começam uma forte concorrência.

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