Sábado, 18 de Novembro de 2017 |

Crítica de Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola

Filme brasileiro estreia na próxima semana

Por Redação em 06 de Outubro de 2017

"O destaque do elenco é Carlos Villagrán, o eterno Quico" (Foto: Divulgação)


Estreia na próxima quinta-feira, 12/10, no Dia das Crianças, o longa “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola”, que adapta o livro escrito por Danilo Gentili – um dos protagonistas do filme. A produção se destaca, e muito, pela atuação de Carlos Villagrán, o eterno Quico do seriado “Chaves”, que aqui interpreta o diretor de uma escola particular.

Na trama acompanhamos Bernardo e Pedro, que são estudantes que enfrentam as clássicas tarefas de cumprir as obrigações escolares, tirar boas notas, ter bom comportamento e cumprir as regras da escola, cada vez mais elaboradas graças ao diretor Ademar. O ponto de virada desta trama é quando um deles encontra o diário escrito por Gentili para provocar o caos na escola sem ser pego e sempre tirando boas notas.

E é basicamente nisso que o longa se baseia pelas suas quase duas horas de duração. O mais incrível e que, para quem se permite a diversão, ele é leve e consegue entreter o público. O problema dele está em questões mais técnicas e de atuação em si, mas ele se mostra ser uma sátira desde o início, ao invés de se levar mais a sério.

É divertido ver Carlos Villagrán atuando e fazendo referências ao seu mais famoso papel e também é legal ver Pedro se tornando popular pelas suas armações pela escola. Querendo ou não, esse era o objetivo de todos nós enquanto estávamos na escola e ver alguém que não era popular conquistando tal feito é muito divertido.

O problema é que param por aí as virtudes do filme. Isso porque temos atuações fracas e construções de diálogos rasas. Isso sem falar que existe um drama por trás dos personagens que não são abordados e isso faz com que o envolvimento emocional praticamente não exista. Apesar de saber que esse não era o objetivo – os próprios atores falam que o filme é ruim – falta algo mais conciso para se comprar a história.

Isso sem falar na falta de verossimilhança que tanto critico e elogio nos filmes. Aqui isso não existe. Eles passam do limite do real e partem para coisas que não podem realmente acontecer. Isso tira um pouco da experiência do filme e também faz com que o público que se vê – ou gostaria – nos personagens, acabe abandonando a ideia.

O filme diverte e entretêm o seu público, desde que ele resolva desligar o cérebro e comprar a ideia que está sendo vendida. Não será nenhum sucesso de público ou crítica, mas encontrará num público jovem o seu espaço e isso pode ser uma grata surpresa dentro do cenário nacional do cinema.

Estreias da semana

Blade Runner 2049: Trinta anos após os acontecimentos do primeiro filme, a humanidade está novamente ameaçada, e dessa vez o perigo pode ser ainda maior. Isso porque o novato oficial K desenterrou um terrível segredo que tem o potencial de mergulhar a sociedade no completo caos. A descoberta acaba levando-o a uma busca frenética por Rick Deckard, desaparecida há 30 anos.

Chocante: Os anos 1990 marcaram o sucesso da boy band brasileira Chocante. Vinte anos mais tarde, o grupo acabou, e Clay, Tim, Téo, Toni e Tarcísio tomaram rumos diferentes na vida. Os antigos colegas se reúnem para um evento inesperado: a morte de Tarcísio. No funeral, eles decidem se apresentar mais uma vez, em nome dos velhos tempos. No lugar do falecido colega, entra o novato Rod.

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