Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2020 |

Crítica de Dunkirk

Estreia nesta segunda-feira, 12/09, no catálogo da Netflix, mais uma...

Por Redação em 09 de Outubro de 2020

"Crítica de Dunkirk" (Foto: Divulgação)


Estreia nesta segunda-feira, 12/09, no catálogo da Netflix, mais uma produção com proporções gigantescas do renomado diretor Christopher Nolan, conhecido pela franquia do Batman de Christian Bale e pelo seu trabalho em ‘A Origem’. Trata-se do longa-metragem ‘Dunkirk’, que foi lançado em 2017 e marcou a carreira do cineasta por ter sido produzido para o IMAX.

Na trama somos transportados para a Operação Dínamo, que aconteceu na Segunda Guerra Mundial. Esse momento histórico, também conhecido como a Evacuação de Dunquerque, apresenta o resgate de mais de 330 mil homens dos exércitos britânicos. E é esse o pano de fundo para as três histórias que Nolan conta no decorrer do longa-metragem.

São três histórias diferentes que, em algum momento, vão se interligar. Algo parecido com o que foi feito no filme ‘Crash’. Entretanto, apesar de ser um filme tecnicamente perfeito, com lindas fotografias, atuações seguras e cenas de ação muito bem executadas (algo que era criticado no trabalho de Nolan com o Batman), falta algo: carisma e afeição com as tramas.

Creio que faltou construir uma relação entre o público e o elenco. Não que não sejam bons atores, apesar de haver alguns desconhecidos do grande público, porém faltou ser construído algo que fizesse com que existisse uma preocupação com os personagens. Eu, pelo menos, não consegui me envolver com os protagonistas e isso é um problema, pois a falta de empatia prejudica a relação do público com os personagens

Entretanto, mesmo sem essa relação sendo desenvolvida – talvez pela complexidade das três tramas – Nolan consegue apresentar um dos seus melhores filmes da sua carreira e um dos melhores de 2017. Quem pode assistir em IMAX ganhou muito na experiência, pois ele foi filmado para essa tecnologia. Sem falar que, esteticamente, o longa-metragem é belo e os planos abertos são lindos.

Estreias da semana

The Boys In The Band: Em um apartamento no Upper East Side, Michael, um homossexual cínico com um estilo de vida de realeza, dá uma festa de aniversário para seu amigo, Harold. Enquanto os primeiros convidados já chegaram e se divertem, Harold ainda não apareceu. Para surpresa de Michael, Alan, um antigo colega de quarto de faculdade, casado, e que ele suspeita ser homossexual, chega à festa mesmo não tendo sido convidado. Quanto Harold finalmente dá as caras, seu humor sarcástico cria problemas para os presentes, precisando, cada um, confrontar verdades enterradas.

Lindinhas: Amy é uma menina de 11 anos que vive em Paris com sua família de origem senegalesa. Quando, procurando compreender qual é o seu lugar no mundo e cada vez mais consciente de sua feminilidade em amadurecimento, ela entra para um grupo de dança da escola chamado “Lindinhas”, a menina acaba entrando em conflito com os valores tradicionais de sua família.

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