Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2020 |

Crítica de Hebe – A Estrela do Brasil

Passamos pela semana do Festival de Cinema de Gramado que...

Por Redação em 02 de Outubro de 2020

"Crítica de Hebe – A Estrela do Brasil" (Foto: Divulgação)


Passamos pela semana do Festival de Cinema de Gramado que este ano foi atípico devido a pandemia do coronavírus. Enquanto os vencedores não chegam as telonas ou aos serviços de streaming, trago um dos campeões da edição do ano passado. Falo de ‘Hebe – A Estrela do Brasil’, que conquistou um dos prêmios e recentemente virou série da TV Globo.

Sempre esteve na moda do cinema produzir cinebiografias. No Brasil isso não é diferente e diversos longas-metragens já foram comentados nas páginas deste jornal. Contudo, acho que esse é o primeiro de um comunicador que escreve aqui. Uma comunicadora no caso e talvez a maior que o Brasil já viu. Estou falando da produção que conta a história de Hebe Camargo frente ao seu programa na Bandeirantes e no SBT.

O filme mostra a Hebe que se consagrou como uma das apresentadoras mais emblemáticas. Sua carreira passou por diversas mudanças, mas foi durante a década de 80 que Hebe tomou uma decisão importante. A apresentadora passou a controlar a própria carreira e, independentemente de qualquer coisa, se revelou para o público como uma mulher extraordinária, capaz de superar qualquer crise.

Um acerto foi focar em um espectro menor. Não foi abordada toda a carreira da apresentadora, mas sim sua reta final na TV Bandeirantes e o início dentro do SBT. Isso ao mesmo tempo em que se debatia se a censura havia ou não acabado no Brasil. No meio disso tudo estava à apresentadora, sempre desbocada e sem papas na língua; apresentando a realidade de uma sociedade e tomando posições fortes na época.

Apesar de ser um acerto do diretor Maurício Farias, também fiquei com falta de mais. Queria saber o início da apresentadora e sua vida após acontecimentos marcantes que são retratados no filme. Talvez seja pelo carisma da apresentadora, atrelado ao talento de Andrea Beltrão, que faça com que essa identificação e preocupação com a personagem aflore cada vez mais.

Contudo, obviamente que o filme tem falhas. A escolha de quem interpreta o Silvio Santos não combina e existem outros problemas maiores que precisavam ser aprofundados: os aspectos políticos de Hebe com Maluf, o apoio à busca pelo tratamento da AIDS, o surgimento do selinho, os motivos de sua birra com a rede Globo; entre outros. Todas essas pontas mostram como esse filme funciona melhor como série.

Hebe Camargo teve uma carreira brilhante e longeva na televisão. Era uma mulher carismática, talentosa e corajosa; sempre enfrentando tudo o que era preciso pelos seus ideais. Com certeza merece esse filme, que é uma justa homenagem pela trajetória, mas o gosto de quero mais fica na boca. E não é aquele de quem deixou para uma sequência, mas sim de que faltou tempo e espaço para abordar e aprofundar as histórias.

Estreias da semana

Me Chama que eu Vou: ‘Me Chama que Eu Vou’ é um documentário que conta toda a trajetória da grande carreira musical de Sidney Magal. Através de depoimentos e recortes que mostram os momentos mais significativos da vida do cantor, acompanhamos a trajetória dos 50 anos de carreira do músico, dançarino, dublador e ator que encanta o Brasil.

Enola Holmes: Enola Holmes é uma menina adolescente cujo irmão é o renomado detetive Sherlock Holmes. Quando sua mãe desaparece, fugindo do confinamento da sociedade vitoriana e abandonando dinheiro para que ela faça o mesmo, a menina inicia uma investigação para descobrir o paradeiro dela, ao mesmo tempo em que precisa ir contra os desejos de seu irmão, Mycroft, que quer mandá-la para um colégio interno.

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