Terça-Feira, 20 de Fevereiro de 2018 |

Crítica de Lady Bird – A Hora de Voar

Obra estreia na próxima semana, nos cinemas de todo o país

Por Redação em 09 de Fevereiro de 2018

"Crítica de Lady Bird – A Hora de Voar" (Foto: Divulgação)


Acredito que posso abrir esse texto dizendo: que temporada de premiações é essa? Isso porque, até o momento, todos os filmes vistos e que estão indicados ao Oscar 2018 (Dunkirk, A Forma da Água e O Destino de Uma Nação) são ótimas obras do cinema. Para poder seguir nesta maratona, a produção assistida e que será resenhada nesta semana é Lady Bird – A Hora de Voar. E, podemos afirmar, sem sombra de dúvidas, que temos mais um acerto.

Para quem não sabe, o filme conta a história de Christine McPherson, que está no último ano do ensino médio e o que mais deseja é ir fazer faculdade longe de Sacramento, Califórnia, ideia firmemente rejeitada por sua mãe. Lady Bird, como a garota de forte personalidade exige ser chamada, não se dá por vencida e leva o plano de ir embora adiante mesmo assim. Enquanto sua hora não chega, no entanto, ela se divide entre as obrigações estudantis no colégio católico, o primeiro namoro, típicos rituais de passagem para a vida adulta e inúmeros desentendimentos com a progenitora.

E que filme mais lindo. Primeiro que, antes de começar a escrever, eu acabei aderindo a uma teoria do crítico do canal do YouTube Nerd Rabugento, que diz que, quando uma produção é boa, você não fica desconfortável na cadeira do cinema. E isso é verdade e pode ser testada durante a sessão para a imprensa do filme que foi indicado para várias categorias do Oscar 2018, como melhor filme, melhor direção e melhor atriz.

O longa-metragem é leve e despretensioso, apesar de passar uma mensagem forte sobre empoderamento, força e determinação. Isso tudo completamente verossímil, onde o público pode se identificar e se apegar a personagem principal e aos seus coadjuvantes. Isso sem falar dos diálogos simples e que, em uma história que tinha tudo para parecer batida, conseguem forma algo complexo e ao mesmo tempo simples e compreensível.

Lady Bird – A Hora de Voar surge como uma grata surpresa nesta temporada de premiações. Com uma direção e atuações concisas, a obra consegue alcançar e superar as expectativas. Fica difícil saber se a produção terá força para alcançar algum prêmio nesta temporada, contudo, o filme já tem o peso de ser um dos indicados e consegue lidar muito bem com isso.

Estreias da semana

Cinquenta Tons de Liberdade: Superados os principais problemas, Anastasia e Christian agora têm amor, intimidade, dinheiro, sexo, relacionamento estável e um promissor futuro. A vida, no entanto, ainda reserva surpresas para os dois e fantasmas do passado como Jack Hyde e Elena Lincoln voltam a impedir a paz do casal. Adaptação da última parte da trilogia de E. L. James iniciada em Cinquenta Tons de Cinza.

O Insulto: Beirute. Toni é um cristão libanês que sempre rega as plantas de sua varanda e um dia, acidentalmente, acaba molhando Yasser, um refugiado palestino. Assim começa um intenso desacordo que evolui para julgamento com ampla cobertura midiática e toma dimensão nacional.

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