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Filmes d'A Semana

Crítica de Star Trek: Sem Fronteiras

Por Redação em 24 de Julho de 2020

"Filmes d'A Semana" (Foto: Divulgação)


‘Star Trek: Sem Fronteiras’ é o terceiro filme da nova franquia idealizada em 2009, por J.J. Abrams. Digo nova franquia pois essa trilogia não é um reboot e nem uma refilmagem dos longas-metragens antigos, mas sim uma nova linha temporal dentro do mesmo universo. E, com certeza, a produção pode ser sim considerada um grande passo nessa nova visão de uma das franquias de maior sucesso e apelo entre o público nerd.

Nessa produção acompanhamos a história da tripulação Enterprise em seu terceiro ano de missão – no fim do segundo filme eles saíram para uma missão de cinco anos. Mas essa missão, que estava ocorrendo normalmente, acaba por ter uma reviravolta quando Kirk recebe um pedido de socorro para resgate e acaba caindo em uma armadilha planejada por Krall, interpretado por Idris Elba.

Para quem não conhece muito sobre esse universo, o filme acaba sendo um pouco confuso no início. Mas isso é corrigido em pouco tempo e logo já é possível se familiarizar com nomes e rostos conhecidos e presentes no imaginário dos consumidores de cultura pop. E essa sensação de reconhecer personagens e referências aos filmes antigos é feita de maneira magistral.

Um dos pontos altos nessa parte mais nostálgica é a homenagem póstuma a Leonard Nimoy, o eterno Senhor Spock. A lembrança feita e a maneira com que encerra o arco do personagem é perfeita e consegue mostrar a passagem do bastão entre os dois Spocks presentes no filme. Além disso, também existe uma lembrança a morte de Anton Yelchin, que faleceu e tem um papel de destaque no filme.

Um dos meus medos nessa produção era a direção de Justin Lin. Como ele era acostumado em um filme com um estilo de filmagem e de edição mais frenético, fiquei receoso de que isso pudesse prejudicar o longa-metragem. Principalmente nas cenas de batalhas espaciais, o estilo de Lin foi importante e todas as cenas ficaram muito bem executadas. Isso, com a ajuda dos ótimos efeitos especiais.

O elenco como um todo está muito bem. Os grandes destaques são Zachary Quinto e Simon Pegg como, respectivamente, Spock e Scotty. Os dois tem um timing perfeito e se casaram muito bem com os seus personagens. Talvez o grande desafio tenha sido o de Quinto, que interpreta um grande papel dentro do universo de Star Trek e que agora terá a responsabilidade de sozinho, seguir o desafio de dar vida a Spock.

Simon Pegg é uma referência no gênero das comédias e consegue usar de forma simplista e natural o humor que o seu personagem pode explorar. E, como roteirista do filme, Pegg conseguiu também dar um ar mais leve e um destaque maior há outros coadjuvantes do longa. E, felizmente, todos eles deram conta do recado e entregaram uma atuação digna de ser parabenizada.

‘Star Trek: Sem Fronteiras’ conquista o seu espaço como um dos grandes lançamentos de 2016 e fica marcado como um dos melhores filmes da cultura pop já produzidos nos anos 2000. E, com um final que deixa espaços para continuação, a tendência é que essa franquia continue rendendo mais longas e espero que eles consigam manter o nível alcançado com esse lançamento.

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