Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2020 |

Filmes d'A Semana

Crítica de Quando as Luzes se Apagam

Por Redação em 28 de Agosto de 2020

"Filmes d'A Semana" (Foto: Divulgação)


‘Quando as Luzes se Apagam’ é mais um trabalho que tem a mão de James Wan, diretor de cinema conhecido pelos seus filmes de terror que conquistaram o público nos últimos anos, como ‘A Invocação do Mal’ e ‘Anabelle’. Mas Wan não é o diretor desse longa-metragem e sim o produtor. Quem dirige o filme é o estreante David F. Sandberg, que cumpre bem o papel de construir uma produção que consegue fugir dos clichês que permeiam tantos filmes do gênero.

Para quem não sabe, ‘Quando as Luzes se Apagam’ é baseado no curta-metragem ‘Lights Out’ que fez muito sucesso na época em que foi lançado. Basicamente ele se utiliza de jogos de luzes para mostrar como o demônio do filme surge apenas no escuro e some quando as luzes se acendem. E é esse o recurso que mais causam os sustos que acontecem no filme.

O interessante de se notar é que a produção foge dos mesmos planos para mostrar o demônio do longa-metragem, sempre surpreendendo, seja pelos locais em que ele surge como também pelas luzes utilizadas para fazer com que suma. Esses momentos variados fazem com que o filme surpreenda o telespectador e fuja dos clichês que fazem com que as produções de terror se assemelhem.

Mas, mesmo com tantas cenas surpreendentes, o filme também tem clichês. Talvez o grande ponto que possa prejudicar seja o roteiro querendo explicar tudo o que acontece. Esse objetivo até é bom, mas as resoluções para se chegar na explicação não tem sentido e fazem com que o público não consiga acreditar no que está acontecendo. Cabe aqui dizer que algo em que eu sempre prezo é a experiência que o filme passa e o potencial que o filme tem para me fazer acreditar no que está acontecendo.

E esse é um ponto que me incomoda, pois, os personagens não me passam essa impressão. Talvez seja pelos clichês que surgem em algumas produções de terror, como a burrice dos personagens, que incomoda e tira a veracidade que o filme poderia ter trazido.

O grande diferencial do longa-metragem é o seu vilão. Isso tanto no modo como ele é trabalhado, passando pelo motivo do seu surgimento e indo até a sua conclusão. Essa iniciativa de se construir o demônio em um lado mais psicológico e não tanto de possessão diferencia a trama e a deixa original, se diferenciando dos filmes já conhecidos do grande público.

Estreias da semana

Power: A notícia de que uma pílula capaz de liberar superpotências para cada um que a experimentar começa a se espalhar em Nova Orleans. Poderes como pele à prova de balas, super força e invisibilidade apareceram em usuários, porém, é impossível saber o vai realmente acontecer. Mas tudo muda quando a pílula acaba aumentando o crime na cidade, fazendo com que o policial local se una a um traficante adolescente e um ex-soldado com sede de vingança para combater o poder com poder.

Chemical Hearts: O filme acompanha Henry Page, um garoto focado em sua vida escolar e profissional até conhecer Grace Town, a nova aluna que entra para o jornal da escola logo no primeiro dia do ano letivo. Agora, o jovem vive as experiências de seu primeiro amor e sente tudo mudar.

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