Sexta-Feira, 19 de Janeiro de 2018 |

O financiamento coletivo como uma alternativa para se livrar das enchentes

Maninho Melo busca recursos para concluir Casa Criativa, nas margens do Arroio Feijó

Por Redação em 29 de Dezembro de 2017

"Casa Criativa está sendo construída com cerca de três metros de altura, no Bairro Americana" (Foto: Guilherme Wunder)


A preocupação de todos os moradores do Bairro Americana durante o inverno é com as enchentes que atingem a cidade. Ano após ano que a população acaba perdendo seus móveis e suas casas para a natureza. Previsão para solução? Não existe. Isso porque a expectativa de um dique, anunciado ainda durante o governo de Tarso Genro (PT) nunca saiu do papel.

Contudo, pensando em não ter de se preocupar mais com esse problema e não gastando quantias exorbitantes de dinheiro que o alvoradense Maninho Melo, agente cultural da cidade e morador da Rua Beira Rio, no Bairro Americana, desenvolveu o projeto da Casa Criativa. A proposta é definida pelo próprio criador como uma alternativa â sobrevivência.

O projeto já contou com investimento de pouco mais de R$ 23 mil e vem sendo construído pelo próprio Melo. A cabana/chalé tem 151 metros quadrados e vem sendo feita através de materiais recicláveis, restos de obras e produtos encontrados diretamente com os fabricantes. Além disso – talvez o mais importante – a construção está há quase três metros do chão, fazendo com que as enchentes não alcancem a casa.

Maninho Melo conta que a ideia surgiu logo depois da última grande enchente, em 2015. Na época ele fez uma avaliação sobre o que valia a pena: sair do local ou pensar em uma solução viável para se mantiver. “Naquele momento eu fiquei sem saber o que fazer. Foi assim que pensei em fazer uma casa alta, como em regiões do norte e perto de rios. Por isso visitei algumas cidades para encontrar referências de como fazer”, salienta Melo.

Sobre o projeto ter ido para o Catarse, o alvoradense destaca que a ideia é de que a casa vire um projeto de referência para quem passa pelo mesmo problema. “Na minha rua mesmo já tem gente que está construindo uma casa mais alta. Este tipo de ideia é diferente e eu estou ajudando no desdobramento e na função social que este espaço pode ter. Ela vai virar uma referência e eu quero transformar um espaço dela em uma espécie de museu de enchente”, finaliza Melo.

Serviço

Para poder concluir o projeto da Casa Criativa, Maninho Melo aderiu ao financiamento coletivo do Catarse. O orçamento apresentado pelo alvoradense é de pouco mais de R$ 27 mil (até o momento foi arrecadado quase R$ 1 mil) e seria investido no acabamento interno e externo, além de ser construído também a Elétrica, Hidráulica, Esgoto e o Aterro no Pátio. Para ajudar é só acessar a página do financiamento no site www.catarse.me e buscar pelo nome do projeto Casa Criativa.

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