Quarta-Feira, 25 de Novembro de 2020 |

Tradicional roda de samba alvoradense retorna com um novo projeto, intitulado Resenha do RD

Projeto já vinha sendo planejado e teve sua primeira edição no último final de semana, após liberação da Prefeitura

Por Redação em 23 de Outubro de 2020

"Os eventos da Resenha do RD foram retomados na última semana e devem ocorrer todos os sábados" (Foto: Divulgação)


A pandemia de coronavírus vem interferindo seriamente em diversos setores da economia. Um deles – talvez o principal – seja o entretenimento, que foi o primeiro setor a parar e está sendo um dos últimos a ser retomados. Contudo, o cenário parece estar mudando. Isso porque o Governo do Estado e a Prefeitura publicaram decretos que flexibilizam a abertura de casas de eventos.

Com isso, no último sábado, 17/10, foi realizada a primeira Resenha do RD, organizada por Richard Dutra. O alvoradense de 29 anos é conhecido na cidade por promover rodas de samba e de pagode na cidade desde 2013. Desde então, Alvorada já recebeu diversos grupos reconhecidos nacionalmente graças ao seu trabalho. Alguns deles foram Molejo, Rodriguinho, Os Travessos e Netinho de Paula.

Dutra se recorda que o amor pelo samba vem de família, pois a música sempre esteve presente na sua vida. Segundo ele, sua mãe era passista de carnaval e o pai era pandeirista de bar. “Então na infância as panelas da minha mãe viviam amassadas, pois eram feitas de caixa e prato de bateria. Isso sem falar no meu quarto lotado dos instrumentos que meu pai me dava”, conta o alvoradense.

Seus eventos começaram a ser realizados no Santo Botequim, depois foram para o Lapa Restobar e agora vão acontecer todas as semanas no Bistrô do Chalé, que fica no Porto Verde. “Serão tomados todos cuidados necessários como, distanciamento nas filas, circulação de pessoas com máscaras, álcool em gel 70% na portaria, banheiros e demais setores da casa”, salienta Dutra.

Ele conta que a ideia é poder trazer as principais bandas do estado para se apresentar e dar a retomada no setor. “Estivemos sete meses parados e sem conseguir trabalhar. Geramos muitos empregos diretos e indiretos, movimentamos a economia do estado e trazemos alegria para as pessoas através dos nossos eventos. A flexibilização vai ajudar muitas famílias”, relata o empresário.

Questionado sobre a liberação dos eventos, Dutra afirma que a pandemia não tem relação com os eventos legalizados e que a culpa não é deles. Segundo ele, muitas vezes a culpa acaba caindo em cima dos produtores, mas eventos regulamentados trabalham dentro das normas dos decretos publicados para poder retomar a economia e trazer grandes atrações para seus eventos.

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