Sexta-Feira, 07 de Maio de 2021 |

Tradicionalistas repercutem adiamento da Cavalgada do Mar

Evento que acontece todos os anos já reunião milhares de pessoas no litoral gaúcho

Por Redação em 12 de Fevereiro de 2021

"Participantes entenderam e concordam com o adiamento desta edição" (Foto: Divulgação)


Assim como vários eventos, a pandemia do coronavírus fez com que a 37ª Cavalgada do Mar, fosse adiada. O anuncio foi feito no inicio de janeiro deste ano pelo comandante e presidente do Instituto, Eduardo Amaro Pellizzer.

No comunicado feito nas redes sociais, o presidente informou a decisão da diretoria do Instituto. “...diante das rigorosas regras sanitárias, das restrições de circulação na orla marítima, alto risco de contágio nos acampamentos e a repercussão negativa frente as autoridades, quando envolve a Cavalgada do Mar”, informa a nota.

No entanto, muitos alvoradenses participam deste que é um dos eventos mais tradicionais do Rio Grande do Sul e percorre o litoral gaúcho por centenas de quilômetros, estando inclusive, no Livro dos Recordes (Guinness Book) como o maior evento festivo do homem a cavalo do mundo.

Participando há mais de 20 anos do evento, Renato Spanhol diz que a não realização do evento representa uma lacuna muito grande para quem é amante do cavalo e das cavalgadas. “A gente se prepara o ano todo pensando nisso porque é um momento de lazer, de integração entre homem, cavalo, natureza, mar e, além disso, é uma integração entre amigos”, lembra.

Contudo, o tradicionalista torce para que todos sejam vacinados e que o evento seja retomado no próximo ano assim como vários outros eventos que, em 2020, tiveram que ser cancelados como a Busca da Chama Crioula, Acampamento Farroupilha e outros.

Quem também entende e respeita a decisão do Instituto é Solon Silva que há 33 anos participa da Cavalgada do Mar. Segundo ele, o evento é uma atividade que passa de pai para filho. “Tem pais hoje com 30 anos que fizeram a cavalgada com dois, três anos de idade e hoje estão com seus filhos junto. Então ela é bem familiar no sentido de reunir as pessoas. Nós tivemos já três mil cavalarianos”, explica.

Esta reunião ou aglomeração de pessoas é o que leva o tradicionalista a também concordar com o adiamento desta edição. “Imagina que tenhamos 500 cavaleiros que é pouco porque já tivemos três mil participantes. Não vai acontecer nada se falhar um ano, bem pelo contrário vai fazer bem porque vai aglomerar gente e não estamos em tempo de fazer isso”, conclui.

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