Quinta-Feira, 27 de Julho de 2017 |

Diretor da Escola Paulo Freire pede providências a vereadores após seguidos arrombamentos

Local foi invadido três vezes somente neste ano

Por Redação em 05 de Maio de 2017

"Diretor Wagner pediu providências aos vereadores" (Foto: Matheus Pfluck)


Na última sessão da Câmara de Vereadores, ocorrida na noite de terça-feira, 02/05, o diretor da Escola Municipal Paulo Freire, localizada no bairro Santa Bárbara, pediu para fazer uso da palavra na tribuna do legislativo.

Visivelmente indignado com a falta de segurança no bairro, Wagner de Azevedo Freitas, diretor que está há poucos meses no cargo, falou dos arrombamentos que a escola sofreu em menos de seis meses.

Segundo ele, em três ocasiões marginais arrombaram a instituição para roubar materiais esportivos, computadores da secretaria, três notebooks e a merenda escolar, o que impacta diretamente no dia a dia da escola. “Todos os arrombamentos foram realizados no final de semana, quando não há guardas na escola”, explica.

Atualmente, o colégio atende há cerca de mil alunos nos três turnos do dia. Sobre os autores dos arrombamentos, Azevedo disse que como ocorrem em muitas outras escolas, ex-alunos, alunos e pais dos educandos podem estar envolvidos nos episódios.

Logo após sua primeira explanação, na qual informou aos vereadores sobre os arrombamentos, todos legisladores pediram mais segurança na cidade, lembrando que outras instituições já foram alvos de arrombamentos neste ano.

Após a fala dos vereadores, o microfone voltou para o diretor que informou que voltaria a utilizar a tribuna caso houvesse novos arrombamentos, mas com a presença da comunidade do bairro que o apoia. “...já tivemos casos de itens serem devolvidos porque um morador viu uma bola em tal lugar, foi lá e buscou, mas é algo pequeno, frente ao problema que nós tivemos”, lamenta. “...ficamos com sentimento de impunidade, de fragilidade e toda vez que ligo o celular no final de semana fico com medo de sempre ter uma mensagem do guarda noturno dizendo que alguma coisa de ruim aconteceu”, fala.

Ele ainda lembrou de que pessoas que não são alunos de sua escola adentram no local pela parte dos fundos diariamente e que trazem insegurança também para funcionários. “Então até que ponto nós estamos seguros inclusive no nosso horário de trabalho? Não são só os alunos, mas nós os servidores e funcionários também. Temos o direito de termos um ambiente seguro para nós”, reivindica.

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