Segunda-Feira, 28 de Setembro de 2020 |

Escolas privadas investem e se preparam para o retorno das atividades presenciais

Instituições investiram em protocolos de segurança para melhor atender aos alunos quando o ensino for liberado

Por Redação em 28 de Agosto de 2020

"A Escola Salvador Jesus Cristo e o Colégio Êxito foram as duas instituições que responderam os questionamentos da redação" (Foto: Arquivo A Semana)


Com a pandemia, as aulas presenciais foram as primeiras a serem suspensas. Desde então se debate o retorno das atividades presenciais. Nos últimos dias foi sinalizado o retorno pela educação infantil em meados de setembro, mas ainda não se teve nenhuma confirmação ou publicação oficial a respeito dessa decisão. Enquanto isso, as instituições se preparam para a retomada das atividades presenciais.

Contudo, ao contrário das escolas públicas, que contam com investimentos do Governo Federal, do Estado e da Prefeitura; as instituições privadas dependem de recursos próprios para fazer os investimentos e adaptações. Isso em um universo onde houve redução da arrecadação – seja por cancelamento ou por desconto. Por causa disso, a reportagem foi as ruas para compreender o que está sendo feito nas escolas particulares do município.

Escola Salvador Jesus Cristo

Segundo nota enviada pela equipe de Gestão da Escola Salvador Jesus Cristo, a instituição já está preparada para receber os alunos novamente, mas aguarda a autorização dos órgãos responsáveis. Entre os investimentos feitos estão a aquisição dos EPI’s, termômetros infravermelhos, tapetes sanitizantes, álcool em gel nas salas e corredores, dispensadores de álcool em gel nos ambientes coletivos e sinalização de protocolos de higiene e desinfecção.

Também foi investido na adaptação das salas de aulas e de todos os espaços físicos da escola. Tudo isso para manter a missão da excelência na educação. “Sabemos que o retorno às aulas presencias será um período delicado para todos, por isso nossa instituição investiu e adaptou toda sua estrutura para poder receber os alunos e colaboradores de forma segura”, justifica a nota enviada pela instituição.

A escola acredita que a pandemia foi um momento economicamente delicado para todos e, por causa disso, foram necessárias algumas adequações e investimentos em estrutura, tecnologia e em formação para professores e funcionários. Por causa disso, todos os colaboradores estão em home office. Além disso, foi concedido um desconto de 25% nas mensalidades assim que as aulas presenciais foram suspensas.

Questionada sobre o setor mais seguro para retomar as atividades, a equipe optou por não se posicionar. “A ESJC está se preparada com todos os protocolos de segurança solicitados pelo governo do estado e demais órgãos de saúde para receber todos os alunos de todos os níveis de ensino. Portanto, receberemos, com todos os cuidados, primeiramente o grupo que for indicado pelos órgãos competentes”, finaliza a nota.

Colégio Êxito

Em entrevista, a diretora do Colégio Êxito, Laura Andrade, cobrou que o prefeito José Arno Appolo do Amaral (MDB) seja empático com as escolas de educação infantil para que se retorne as atividades conforme a proposta do Estado. Para isso, foi investido na compra de produtos de higiene e limpeza, dispenser de álcool-gel, placas de acrílico para distanciamento nos atendimentos e adesivos e cartazes de identificação por toda a escola.

Mesmo com o retorno das aulas presenciais, os investimentos seguem no digital. “Investimos na plataforma Google Classroom para aulas on-line e estamos implementando nas salas de aulas tecnologias para aulas ao vivo para alunos assistirem de casa as aulas que acontecerão na escola para atendermos das duas formas ao mesmo tempo. Além disso, estamos investindo em nossa equipe preservando os empregos”, salienta Laura.

A preocupação com as demissões foi um dos pilares da instituição. “Mantivemos toda equipe e faremos de tudo para mantê-los até que tenhamos outra solução ou vacina. Os salários estão em dia, parte dos colaboradores estão com suspensão, porém nós optamos por pagar as diferenças salariais, portanto não houve perda salarial para nossos colaboradores”, afirma a diretora.

A gestora afirma que a escola acredita ser importante retornar as aulas. “O prejuízo de estarmos com 99,9% das crianças em casa está sendo muito maior do que qualquer coisa. Temos várias famílias que estão tendo que levar seus filhos para o trabalho e outros que estão sendo obrigadas a deixar com cuidadores. Além disso, nossos adolescentes estão com depressão e com suas rotinas afetadas”, finaliza Laura.

Demais instituições

A reportagem do Jornal A Semana também entrou em contato com as equipes diretivas das escolas Adventista, São Francisco e São Marcos. Para todos foi questionado o cronograma de atividades, investimentos e preocupações sobre o retorno das atividades presenciais. Contudo, nenhuma das três instituições retornou os pedidos de informações e de entrevistas da reportagem.

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