Quarta-Feira, 05 de Agosto de 2020 |

Diretores de clubes de futebol falam da falta de perspectivas para manter as atividades

Agremiações precisarão se reinventar para não perder atletas após a pandemia

Por Redação em 17 de Julho de 2020

"Na sede do Arecuja, que além do campo também há a quadra poliesportiva, a comunidade está realizando reformas e manutenções" (Foto: Divulgação)


Uma das áreas mais afetadas pela pandemia do coronavírus é o futebol – seja no profissional ou no amador. O impacto é tão grande que os clubes estão proibidos de manter suas atividades nos campos e os treinamentos também estão suspensos. Contudo, uma preocupação que aflige os dirigentes é o futuro do futebol amador quando a pandemia terminar.

Haverá clubes o suficiente em atividade no município? Os patrocinadores conseguirão seguir investindo no esporte? Como não perder atletas? Quais os procedimentos que precisarão ser adotados devido a doença? São muitas as dúvidas que permeiam a cabeça dos dirigentes, atletas, políticos, treinadores e torcedores do futebol amador que já revelou grandes nomes no âmbito regional.

A visão dos dirigentes

Sergio Neris é presidente do Corinthians. Ele relata que o clube que é o responsável está respeitando os decretos e, por causa disso, não há atividades esportivas. Contudo, ele explica os reflexos dessa paralisação. “O impacto é terrível para todos os segmentos. Podemos perder atletas pois muitos tiveram de se reinventar nesta pandemia”, confessa o alvoradense.

Segundo ele, existem grandes preocupações sobre o futuro do futebol alvoradense depois dessa pandemia. Para isso, o clube precisará do apoio da comunidade e dos patrocinadores para se reinventar. “Estamos com várias ideias, mas temos que esperar pois não sabemos ainda o que será permitido após o retorno e temos ainda as eleições municipais”, analisa Neris.

O presidente do Bonsucesso, Marco Aurélio Oliveira, também analisa o cenário do retorno do futebol à cidade. “O futebol é o único preparo físico da maioria dos nossos atletas. Esse é o grande impacto na saúde dos nossos jogadores. Já sabemos que muita coisa vai mudar e precisamos nos preparar para isso. Muitas ações que tínhamos programado foram suspensas devido a pandemia”, relata o dirigente.

Contudo, o presidente já projeta novidades para o retorno, que ainda não tem previsão para acontecer. “Estamos tentando manter os atletas informados e queremos voltar com força total depois que a pandemia passar. Inclusive vamos criar mais uma categoria no grupo depois que passar esse momento. Estamos trabalhando na união do nosso grupo”, finaliza Oliveira.

No Jardim Algarve tem o Arecuja, que também está com as atividades paralisadas. Nesse período, outras ações são realizadas. “O impacto é grande desde o financeiro até não sabermos com quantos atletas vamos contar e quando iremos voltar. Enquanto isso estamos trabalhando muito com reformas na quadra, cuidado com o campo para que, no retorno, encontrem o Arecuja melhor é maior”, afirma o presidente César Freitas.

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