Segunda-Feira, 10 de Agosto de 2020 |

Joice Garcia relembra como foi participar do revezamento da tocha olímpica

Evento aconteceu em 2016 e teve a participação de três alvoradenses

Por Redação em 10 de Julho de 2020

"Joice Garcia Cunha Salib correu por 200 metros pela Rua 24 de Outubro no Bairro Moinhos de Vento" (Foto: Arquivo A Semana)


Durante o mês de julho deste ano estava previsto a realização das Olimpíadas e Paralimpíadas em Tóquio. No entanto, por causa da pandemia do coronavírus os eventos foram oficialmente adiados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para 2021.

Se os eventos fossem realizados normalmente, haveria a condução da tocha olímpica por pessoas de vários segmentos da sociedade do país sede como aconteceu há quatro anos quando o Brasil sediou o evento.

Em 2016, duas professoras e uma aluna do Instituto Estadual Nossa Senhora do Carmo, foram escolhidos, para, junto de mais 77 pessoas, revezar a condução do principal símbolo olímpico por algumas ruas de Porto Alegre.

O revezamento aconteceu no dia 07 de julho de 2016 e, nesta semana, a professora de matemática, Joice Garcia Cunha Salib, relembrou o que aconteceu quando ela, sua colega Lizandra Azevedo da Cunha e a aluna Nicolle Lopes Junqueira, participaram do evento.

Joice foi a segunda condutora após ter recebido das mãos do ex-técnico do Grêmio, Roger Machado Marques, o símbolo olímpico. A professora conta que enquanto corria por 200 metros pela Rua 24 de Outubro, bairro Moinhos de Vento, ficou muito emocionada e pôde se lembrar de quando foi atleta em sua juventude. “Sempre que eu me lembro de tu representar a tua escola, representar a cidade na qual trabalho desde 1997 era uma honra muito grande, mas ao mesmo tempo, quando jovem, eu era atleta, então não teve momento mais emocionante como aquele”, conta.

Ainda, a professora acredita que mesmo que a corrida de 200 metros tenha passado muito rápido a sensação foi única e o legado foi que seus alunos puderam observá-la e saber que tudo é possível quando se trabalha muito.

Encontros

Mas, mesmo que aqueles dias de revezamento da tocha tenham sido únicos na vida de centenas de brasileiros espalhados por várias regiões do país, Joice fala que um grupo de carregadores da tocha se reúnem todos os anos em alguma cidade do país. “A ideia é não deixar morrer esses momentos que todos nós passamos aqui no Brasil e cada encontro nós sempre, além de conhecer o local, divulgar a cidade, também fazemos ações sociais”, fala.

Até o momento foram realizados quatro encontros sendo o último na cidade de Santos no litoral de São Paulo, quando o grupo entregou donativos num lar de idosos. O próximo encontro deve ocorrer no próximo ano na cidade de Ouro Branco em Minas Gerais. “Eu carreguei a tocha por ser professora, alguns por participar de Lions Clube, outros por serem atletas, outros como uma de Natal que tem uma escolinha para pessoas de periferia, então são pessoas com histórias maravilhosas e queremos fazer um encontro no Rio Grande do Sul”, conta.

Percurso

Com um total de 15 km, o percurso que iniciou com uma cerimônia de boas-vindas no Parque Moinhos de Vento seguiu pelas ruas centrais de Porto Alegre. Com trajetos entre a Praça Julho de Castilhos; o Parque Farroupilha; a Praça das Armas, no Parque Marinha do Brasil; no entorno do Estádio Beira Rio seguindo pela margem do Rio Guaíba e a Praça da Alfândega; o revezamento encerrou no Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público, com direito a celebração e discurso.

Indicadas pela Coca-Cola a partir do Festival das Escolas Coca-Cola 2015, as condutoras alvoradenses carregaram a Tocha por 200m cada no trajeto. A segunda alvoradense foi a Nicolle, que percorreu pelo trajeto na rua Vasco da Gama, no bairro Bom Fim e no final do revezamento na Avenida Borges de Medeiros, nas proximidades do Parque Marinha do Brasil, foi a vez de Lizandra.

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