Quarta-Feira, 21 de Abril de 2021 |

O impacto da pandemia em meio a mais um fechamento do setor poliesportivo

Empresários estão preocupados pois tiveram de paralisar novamente seus serviços devido ao coronavírus

Por Redação em 12 de Março de 2021

"Uma das quadras impactadas pelo fechamento é o Batatinha Esportes, que teve suas atividades suspensas" (Foto: Guilherme Wunder)


Um dos setores mais afetados pela pandemia do coronavírus vem sendo o setor esportivo. No ano passado, foram mais de cem dias sem atividades devido aos regramentos do distanciamento controlado. Depois de autorizada a retomada, agora o setor teve de ser paralisado de novo, impactando financeiramente em uma classe do município.

Segundo os entrevistados desta semana, o impacto nas finanças está sendo pesado. Cabe ressaltar que o esporte foi um dos primeiros setores paralisados, no início da pandemia, e teve um período de pouco mais de 15 dias desde então que pode ser aberto. Foram mais de cem dias fechado e sem poder realizar partidas de forma legal – houve registro de jogos clandestinos nesse período.

O parecer dos empresários

Segundo Gilnei Azzolini, proprietário do Batatinha Esportes, o impacto financeiro com o fechamento das quadras esse ano é muito maior do que em 2020. “Apesar de estarmos só a alguns dias fechados e no ano passado termos fechado por quase cinco meses, as economias já estão no limite, em função das despesas serem cada vez maiores”, salienta o alvoradense.

Isso porque ele alega ter despesas maiores com a subida dos preços por serviços, energia, alimentação e gasolina. Sem falar que a fiscalização não acontece da melhor forma e o setor do esporte amador fica sem saber o que fazer. Azzolini explica que não é apenas o esporte, mas também os setores de alimentação, bebidas, vestuários e serviços em geral que são impactados diretamente pelo esporte.

Além disso, o esporte é importante não só economicamente. “Todos nós sabemos que o esporte é saúde e o lazer é uma válvula de escape para essa vida corrida que temos no dia a dia. Desde março de 2020 houve uma falta de regras específicas não somente em nosso município. Por esta carência de regras apliquei em minha quadra algumas mais específicas para cada bandeira adotada”, finaliza Azzolini.

Já Ricardo Rodrigues, da Cancha do Espetão, se mostra mais indignado com a falta de atenção dos poderes constituídos. “Acredito que devíamos ter recebido algum apoio da Prefeitura sim. Fomos obrigados a fechar em prol da saúde pública, mas e a nossa saúde física e emocional como fica? Muitos sem ter outra fonte de renda e mesmo assim, continuar pagando suas contas”, desabafa o empresário.

Segundo ele, não houve nenhum plano de ação para o setor que, ao lado do entretenimento, foi o primeiro a fechar e será o último a voltar. O alvoradense acredita que esse não é o melhor caminho, pois falta planejamento para as quadras e outros setores que dependem do esporte para seguir sobrevivendo e, por isso, clama pela reabertura das quadras.

O empresário afirma que não houve planejamento e as contas vão começar a atrasar de novo. “Nosso objetivo depois de reabrirmos ano passado era de conseguir colocar as contas em dia. Por isso acreditávamos que agora em março tentaríamos voltar a colocar as contas em dia. Talvez nos próximos meses as coisas voltariam para o eixo novamente, mas com esse novo fechamento voltamos à estaca zero”, finaliza Rodrigues.

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