Sbado, 03 de Junho de 2023 |

“Vamos investir imediatamente nos 317 municípios do Estado”

Previsão foi apresentada pelo vice-presidente da AEGEA, Leandro Martins

Por Redação em 05 de Maio de 2023

"Leandro Martins é vice-presidente da AEGEA" (Foto: Divulgação)


“A AEGEA tem o plano de investimentos traçado pra entrar em operação imediatamente após a assinatura do contrato de compra da CORSAN. Vamos investir nos 317 municípios que a companhia atende no Estado, resolvendo problemas não só de questões como a falta de cobertura da rede de esgotamento sanitário - que é sem dúvida o principal investimento que tem que ser feito -, mas também enfrentar as faltas de abastecimento de água, regularizar o fornecimento e solucionar problemas crônicos de diversas regiões do Estado”.

Esse é o quadro previsto de entregas imediatas aos gaúchos previsto por Leandro Marins, vice-presidente da AEGEA, empresa vencedora do leilão da CORSAN, que aconteceu em dezembro último. Ele acrescenta que, além de combater a escassez hídrica e dar mais segurança para os sistemas da CORSAN, a empresa irá oportunizar o acesso a empregos e renda e, com isso, cooperar com o Estado no processo de desenvolvimento econômico de uma maneira ampla.

Na opinião do vice-presidente, a AEGEA tem em vista a concretização de sua parceria com as comunidades dos municípios onde opera - não somente a partir de investimentos locais e cumprimento dos contratos - mas também com um programa amplo de parcerias e projetos que visam a conexões com a sociedade.

“Temos estudos já feitos para o caso concreto aqui no Rio Grande do Sul, por intermédio do Instituto Trata Brasil, que nos mostram um potencial enorme de geração de emprego e renda nas comunidades aonde vamos operar”, assegura Marins acrescentando que a AEGEA vai gerar em torno de 50 mil empregos por ano só na economia do Rio Grande durante o ciclo de investimento projetado para 30 anos.

O vice-presidente da companhia garante que “vamos, com certeza, conseguir contribuir com indicadores de saúde, pois temos exemplos de que onde implantamos a rede de esgotamento sanitário, se reduzem as internações por doenças de veiculação hídrica”. Ele complementa que “esse efeito não é só no gasto com saúde, mas também tem repercussão na comunidade em geral por redução do absenteísmo escolar e da melhoria de índices de escolaridade, porque as crianças, ao invés de estarem nos postos de saúde em busca de tratamento para diarréia, estarão aprendendo na escola e os pais permanecendo no trabalho”. Em função deste avanço - segundo Marins - existe toda uma relação de benefícios decorrentes, que as regiões atendidas pela CORSAN irão ganhar a partir do trabalho da AEGEA nos municípios gaúchos.

Presença no RS

O vice-presidente da companhia observa que a AEGEA já está presente em solo gaúcho desde 2019 quando venceu o leilão de Parceria Público-Privada com a CORSAN, e iniciou a operação de ampliação de esgotamento sanitário de nove cidades no entorno do da região metropolitana de Porto Alegre. “O contrato é seguro e bem trabalhado, pois temos cumprido todo o marco contratual e compromissos, inclusive, com rede de esgotamento sanitária já disponibilizada para 240 mil pessoas, a partir da nossa entrada”. São resultados concretos que podem ser vistos e constatados, conforme o dirigente, já que em sua avaliação, a CORSAN e o próprio Governo do Estado, estão bastante satisfeitos com os benefícios da operação. “Nós acreditamos que o sucesso da PPP contribuiu para a decisão do governo do Estado em privatizar a companhia como um todo”, avaliou.

Para Marins, a AEGEA tem como filosofia um projeto de relacionamento com a comunidade, que passa por programas sociais, ambientais e pautas de sustentabilidade relacionadas ao saneamento, que estabelecem um vínculo, uma conexão permanente da companhia com a comunidade onde a operação está acontecendo. E garante que a companhia dedica a mesma atenção para municípios de pequeno ou grande porte.

Além disso, destaca, a AEGEA tem um foco no social, que é a inclusão de populações vulneráveis, não só no acesso à infra-estrutura, mas também por intermédio de uma tarifa possível de ser paga. Isto se traduz por um programa robusto e abrangente direcionado à tarifa social, que visa incluir pessoas em situação de vulnerabilidade econômica, para que tenham acesso ao serviço de saneamento com custo justo, compatível.

Marins garante que a AEGEA traz para o Rio Grande não só o cumprimento do contrato de concessão, que é obrigação da companhia, mas também um programa amplo de relacionamento com a comunidade. Mais um olhar todo especial acerca da inclusão de famílias e populações vulneráveis. “Para que essas pessoas tenham de fato acesso ao serviço por uma tarifa adequada”, complementa.

Sobre a questão da mão de obra, Marins destaca que a empresa chega ao Estado com a filosofia de aproveitamento de mão de obra local, não só nas operações diretas da CORSAN, mas também em toda a cadeia de fornecimentos da construção civil, de serviços, e de todo o ecossistema econômico que vai se beneficiar dos investimentos aplicados no estado. “Temos também a intenção de aproveitar o quadro de funcionários da CORSAN, que é altamente qualificado” - assegura – “já que temos uma operação bastante grande pela frente e o objetivo é o aproveitamento da mão de obra local para que possamos potencializar toda a cadeia econômica de fornecimento, que o saneamento propicia”.

Inovação

Sobre a pauta de inovação, a AEGEA tem uma agenda muito intensa no seu modelo de negócios. Isto proporciona que a empresa traga ao Sul tecnologia, novas experiências, desenvolvimento de pólos de inovação, possibilitando oportunidades para que universidades, empresas, startups e, também outros players, interessados em contribuir com a jornada gaúcha do saneamento, possam trazer contribuições e cooperem com prestação de serviços mais eficiente. Marins explica que a companhia contempla ainda no seu modelo de negócios, a implantação de um grande “centro de operações integradas”, que vai propiciar, em tempo real, que todos os sistemas estejam sendo monitorados e, quaisquer anomalias, ou necessidade de ações preventivas, possam ser desencadeadas com urgência para evitar desabastecimentos, ou interrupções no fornecimento do serviço. Isso, segundo ele, já está sendo pensado para ser implantado assim que se inicie a operação da CORSAN.

Abrangência da AEGEA

A AEGEA opera, atualmente, em 13 estados da federação sendo a maior delas no Rio de Janeiro, região da Baixada Fluminense e também na Região dos Lagos, além 13 cidades fluminenses do interior. Também executa sistemas de água e esgoto em Manaus, Teresina, Campo Grande, além de outras cidades, como na Região Metropolitana de Fortaleza e interior do Mato Grosso do Sul, interior de São Paulo e Santa Catarina. São ao todo 178 cidades do Brasil, atendendo aproximadamente 26 milhões de pessoas. Com a operação da CORSAN, a AEGEA vai aproximar-se dos 500 municípios atendidos no Brasil e 33 milhões de pessoas alcançadas pelas suas operações.

A AEGEA planeja investimentos da ordem de 13 bilhões de reais nos 10 primeiros anos de operação, que vai fazer com que a cobertura da rede de esgotamento sanitário nos municípios atendidos pela CORSAN passe dos atuais 20% para 90% em 10 anos como prevê o marco do saneamento.

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