Segunda-Feira, 27 de Março de 2017 |

Contas de luz sofrerão acréscimo no mês de março devido a baixa previsão de chuvas

Bandeira amarela entra em vigor e tarifa de R$ 2 para cada 100 KWh passa a ser cobrada

Por Redação em 03 de Março de 2017

"Acionamento de mais usinas termelétricas deixa a conta de luz mais cara" (Foto: Matheus Pfluck)


O verão está chegando ao fim e o alívio na conta de luz também. De acordo com informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a partir de março volta a vigorar a bandeira amarela na fatura de energia elétrica. Isso significa que para cada 100 quilowatts-hora consumidos no mês, uma tarifa de R$ 2 será cobrada.

No mês de março, a previsão de chuva ficou abaixo das expectativas, o que leva à necessidade de acionar mais termelétricas para abastecimento. Com a medida, é possível poupar água dos reservatórios das hidrelétricas.

Desde novembro estava em uso a bandeira verde, que não representa custo extra para o consumidor. Entretanto, neste mês o Custo Variável Unitário (CVU) da última usina a ser despachada ficou em R$279,04/MWh, dentro da faixa de previsão de custo que abrange a bandeira amarela, entre R$211,28/MWh e R$ 422,56/MWh.

Entenda o sistema

A bandeira tarifária é atualizada mensalmente. O sistema implementado pela Aneel criou uma cobrança extra nas contas de luz que é aplicada sempre que o custo de geração de energia no país sobe. Isso acontece quando é necessário ligar mais usinas termelétricas, que geram energia mais cara.

Quando há pouca ou nenhuma necessidade de geração de energia por termelétricas, a bandeira fica verde e não há cobrança extra. Se essa necessidade aumenta um pouco, a bandeira fica amarela, e passam a ser cobrados R$ 2 dos consumidores a cada 100 kWh consumidos.

Quando o custo sobe muito, a bandeira, então, fica na cor vermelha e pode variar entre dois patamares. O primeiro tem cobrança de R$ 3 o segundo de R$ 3,50 a mais na conta de luz para cada 100 kWh usados. Os valores foram reajustados no mês passado.

Previsão não confirmada

A mudança na bandeira quebra a projeção feita pelo diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, no último dia 03/02, após evento promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham), em São Paulo. Na oportunidade, Rufino disse que, ao menos até o final de abril, a bandeira tarifária deveria seguir verde, o que acabou não se confirmando. Quanto ao período seco, que se inicia em maio, Rufino não quis fazer previsões. Disse apenas que dependerá da situação após o fim do período úmido.

As bandeiras sinalizam, mês a mês, o custo de geração da energia elétrica que será cobrada dos consumidores. De acordo com a Aneel, com as bandeiras, a conta de luz fica mais transparente e o consumidor tem a melhor informação para usar a energia elétrica sem desperdício. A bandeira tarifária não é um custo extra na conta de luz: é uma forma diferente de apresentar um valor que já está na conta de energia, mas que geralmente passa despercebido.

COMENTÁRIOS ( )