Quarta-Feira, 26 de Julho de 2017 |

Educação como arma de prevenção

Tendo a informação como principal arma de prevenção é que o Programa Ficando a Par

Por Redação em 05 de Outubro de 2012

"Educação como arma de prevenção" (Foto: Divulgação)


Tendo a informação como principal arma de prevenção é que o Programa Ficando a Par, da Secretaria Municipal da Saúde, conquistou resultados positivos ao longo de seus seis anos de existência.
Surgindo em 2006 a partir da ação SPE/Saúde e Prevenção nas Escolas, do Governo do Estado, foi idealizado já no primeiro encontro do Planejamento Familiar de Alvorada, sendo o grupo gestor composto pelos ginecologistas Airton Eizerick e Simone Chedid, psicóloga Cristine Stefani e educador Carlos Roberto Farias, que foi aprimorando o programa que é voltado à rede pública de ensino.
A partir da capacitação dos professores por cerca de nove meses e de uma palestra ministrada habitualmente por Carlos Roberto, os jovens e adolescentes de Alvorada, a partir do 5º ano, recebem orientações referentes à Educação Sexual, a partir de espaços de reflexão e conscientização para uma sexualidade mais segura e saudável.
Por sua experiência, Alvorada alcançou bons resultados, com a diminuição de casos de gravidez na adolescência, tornando-se referência no Estado.
Além do encontro anual do SPE para troca de experiências, o município já apresentou do programa na Semana Acadêmica de Pedagogia da FAPA, em 2010, e realizou formação em Cruz Alta para professores e o grupo gestor do SPE daquele município, Cachoeirinha e no Hospital de Clínicas em 2011, dirigido aos profissionais que atendem crianças e jovens internadas por longos períodos.
Mais recentemente, foram realizadas palestras de prevenção com os jovens atletas das Categorias de Base do Grêmio, em Porto Alegre.
Entre os principais temas abordados pelo Ficando a Par, estão anatomia e fisiologia do aparelho reprodutor masculino e feminino, puberdade e adolescência, valores, família, ficar/namorar, autoestima, identidade sexual/homossexualidade, limites, métodos contraceptivos, aborto, masturbação, drogas, violência/abuso sexual, doenças sexualmente transmissíveis...

Experiência – O educador Carlos Roberto é um bom exemplo dos resultados positivos que um trabalho preventivo pode realizar. Em 2011, quando estudante do Colégio Castro Alves, participou de um projeto semelhante, aplicado pela Unissinos na escola.
A intenção era minimizar o número de casos de adolescentes grávidas no Castro Alves (quase uma centena) a partir da qualificação de alunos que seriam multiplicadores no ambiente escolar.
Ele foi um dos interessados em participar do programa e, ao concluir o ensino médio, se engajou em uma ONG preocupada com a educação preventiva de jovens. A partir de sua experiência, em 2006 foi convidado a participar do Ficando a Par, onde segue atuando.

Ambulatório do Adolescente – E a partir do trabalho desenvolvido ao longo desses anos, surgiu a ideia de criação do Ambulatório do Adolescente. Um espaço destinado aos jovens, onde eles podem receber atendimento especializado e de maneira exclusiva, com os profissionais do grupo gestor.

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