Quarta-Feira, 21 de Abril de 2021 |

Empresas de ônibus trabalham para evitar novo aumento na tarifa

Existe a possibilidade de um reajuste de 10% no valor cobrado do passageiro

Por Redação em 26 de Março de 2021

"Empresas de ônibus trabalham para evitar novo aumento na tarifa" (Foto: Arquivo A Semana)


Não é apenas em Alvorada que se vê problemas e imbróglios entre a administração e as empresas que prestam o serviço do transporte coletivo. Em outras regiões – ou até de forma organizada entre mais empresas – também se buscam alternativas para amenizar os prejuízos que o sistema já sofria e que foi agravado pela pandemia do coronavírus em todo o país.

Nove empresas que fazem o transporte de passageiros da região metropolitana até Porto Alegre contabilizam perda de passageiros. Segundo dados divulgados pela GaúchaZH do Consórcio Gestor da Bilhetagem Metropolitana (CGBM), que representa estas empresas, houve uma queda de 81 milhões de passageiros em 2019 para pouco mais de 43 milhões em 2020.

Além disso, a imposição das bandeiras do mapa do distanciamento controlado, que limita a lotação dos veículos, e o aumento do valor do diesel, também agravou o desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos. O CGBM destaca que o prejuízo para o período de março a dezembro do ano passado foi de R$ 85 milhões. Outros R$ 15 milhões foram contabilizados nos primeiros meses de 2021.

O reajuste concedido e aplicado a partir de janeiro deste ano foi de 2,664%. Contudo, segundo o consórcio das empresas, este percentual não é o suficiente para recuperar o prejuízo. Contudo, com o próximo reajuste (previsão de junho), haverá um aumento do preço da passagem que pode influenciar na queda de passageiros transportados – isso sem contar a revisão tarifária que é feita há cada cinco anos e está prevista para 2021.

Com isso, a tendência é de que este ano conte com três reajustes – um feito em janeiro e mais dois para o decorrer do ano. A projeção no cenário atual prevê aumento superior a 10% no valor das tarifas atuais. Para buscar alternativas, as empresas já estão se reunindo com representantes do Tribunal de Justiça, METROPLAN, Secretaria Estadual de Apoio e Articulação dos Municípios e Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

O objetivo destes encontros é buscar a recomposição de perdas entre 2020 e 2021 e buscar formas de enfrentar o déficit diante das restrições. As empresas envolvidas no processo são: Central, Vicasa, Sogil, Soul, Viamão, Itapuã, Transcal e Consórcio Metropolitano de Transportes, que atendem as cidades de Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Guaíba, Gravataí, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapucaia e Viamão.

Entre as sugestões apresentadas pelo Comitê de Dados do Gabinete de Crise do Governo do Estado estão a isenção do ICMS de 2,4% sobre o faturamento, isenção da taxa de regulação de 0,91% sobre o faturamento e isenção de ICMS sobre o óleo diesel. Se as três proposições fossem implementadas, o aporte mensal para compensar o desequilíbrio cairia de R$ 6,13 milhões para R$ 4,59 milhões.

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