Segunda-Feira, 21 de Setembro de 2020 |

Moradora da Avenida Beira-Rio perde tudo após incêndio no início do mês

Laura Maria de Santana morava no local há 30 anos e hoje luta para reconstruir sua casa

Por Redação em 24 de Julho de 2020

"Segundo ela, o fogo começou perto do meio dia e atingiu a sua casa e a de um filho, sendo controlado apenas após às 16h" (Foto: Guilherme Wunder)


Alvorada, assim como todo o país, vem enfrentando a pandemia do coronavírus. Recentemente o município também enfrentou uma enchente que assolou os moradores do Bairro Americana. O que fazer quando se passa por mais uma situação difícil em meio a este cenário? É o que foi perguntado para Laura Maria de Santana, que mora na Avenida Beira-Rio, no Bairro Americana.

Isso porque, em meio a pandemia e a enchente – onde ela reside vai água – a alvoradense também perdeu tudo com um incêndio no início de julho. “Deu um curto-circuito. Eu estava indo tomar banho quando ficou tudo escuro. Sai do banheiro e, quando olhei, o teto já estava pegando fogo. Não teve jeito. A minha casa era de madeira e estava bem velha e podre por causa das enchentes”, desabafa Laura.

Ela morava há 30 anos no local e a 40 no município – veio de Pernambuco com o marido. Hoje ela está morando na casa de uma filha e vive com a pensão herdada do esposo. Laura também fazia faxinas, mas parou por causa da pandemia. “A gente leva anos para conseguir e em um segundo se perde tudo. Infelizmente a vida é essa”, se emociona a alvoradense.

Segundo ela, o fogo começou perto do meio dia e atingiu a sua casa e a de um filho. O Corpo de Bombeiros foi chamado e atendeu a ocorrência. Somente após às 16h que o fogo foi controlado. Hoje ela e o seu filho se revezam na casa dos outros dois primogênitos enquanto trabalham para conseguir reconstruir as casas destruídas pelo fogo ocasionado pelo curto-circuito.

Rede de solidariedade

Devido a pandemia e a falta de trabalho, a grande preocupação era como fazer para reconstruir a casa. Contudo, uma rede de solidariedade foi criada e muitos materiais de construção surgiram. “Os tijolos foram doados pela padaria do Tio Cláudio. Uma vizinha doou areia e pedra e eu comprei mais algumas pedras para fazer o alicerce”, relata a pensionista.

A alvoradense explica que conseguiu um pedreiro para iniciar as obras nos finais de semana e que está trabalhando com o material que foi doado. “Eu perdi tudo. Não sobrou nada. Nem documentos eu tenho mais e eu sou de Pernambuco. Preciso ir lá buscar a certidão de nascimento para fazer os meus novos documentos. Eu fui até na SMTASC, mas disseram que não podia ser feito nada”, afirma a dona de casa.

Questionada sobre o sentimento em receber as doações, ela se emociona. “É muito importante se ajudar quem precisa. Eu sempre ajudei e quero seguir ajudando como posso. Nós não temos condições de fazer mesmo. O salário-mínimo é muito pouco e eu também gasto com remédios. Sem falar que eles estão fazendo para eles mesmo. A gente tem que ajudar os outros para ser ajudado”, conclui Laura.

Serviço

Quem quiser ajudar com materiais de construção, móveis, roupas e alimentos; basta entrar em contato com o filho de Laura, Jhonny. O telefone para contato é (051) 98252.2808 – esse telefone também é o Whatsapp.

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