Sexta-Feira, 07 de Outubro de 2022 |

Venda de lenha e fogões ganha força com a expectativa dos meses mais frios

Chegada do inverno mais rigoroso aumenta o movimento de quem vende

Por Redação em 22 de Julho de 2022

"A procura pela lenha e pelo fogão aumentou neste ano" (Foto: Guilherme Wunder)


O inverno completou o seu primeiro mês na quinta-feira, 21/07. A estação mais fria e rigorosa para os gaúchos já apresentou baixas temperaturas – por mais que a expectativa seja de que agosto registe mais frio. Com isso, alternativas para se esquentar acabam ganhando força. Existem as alternativas elétricas, como aquecedores e o ar condicionado, mas há quem prefira o fogão a lenha para se esquentar.

Para quem vende lenha, existe o registro de aumento neste ano. Ademir Nicoletti é proprietário do Comercial Avenida, no Bairro Stella Maris. Ele conta que já vendeu 50 metros de lenha nos últimos dois meses e que a expectativa é de aumentar. A carga que chegou na terça-feira, 19/07, deve acabar em duas semanas tamanha a procura desde a chegada do frio.

Segundo o comerciante, o aumento das vendas tem relação com a chegada do inverno e com o valor cobrado pelo botijão de gás. “Ano passado eu vendi bastante lenha, mas esse ano eu acho que vai triplicar. As pessoas não tem condições de comprar um botijão de gás e estão comprando pacotes de lenha, por ser mais barato”, pondera Nicoletti.

Um dos clientes de Nicoletti é Rogério Martins, que mora no Bairro Jardim Aparecida. Apesar de não ter fogão a lenha, ele compra a madeira para que a sua irmã utilize em casa para o frio e para os alimentos. “O inverno começou a pouco tempo e ela está usando bastante. Para fazer a comida, ela usa uns três paus para fazer. O consumo não é grande”, relata o alvoradense.

Ele acredita que o valor do gás está sim influenciando neste aumento da procura pela lenha e que, mesmo quem não tem o fogão a lenha, precisa se reinventar. “Eu, por exemplo, estou cozinhando no álcool. Se tivesse fogão a lenha eu usaria. Eu tenho um forno e pré-aqueço o que preciso para depois terminar com o álcool. Eu faço metade no fogo e metade no álcool”, confessa Martins.

Devido ao aumento da procura, neste ano o Comercial Avenida começou a vender fogões a lenha. Hoje a procura é grande pelo equipamento nas casas do bairro. “Eu também estou vendendo fogão a lenha. Eu estou vendendo um por semana. Antes eu nem vendia e hoje, se tivesse dez, eu venderia todos. Isso que são usados e não novos”, finaliza Nicoletti.

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