Sexta-Feira, 18 de Agosto de 2017 |

Escavadeira emprestada pelo governo estadual começa a trabalhar no Arroio Feijó

Expectativa da Defesa Civil do município é retirar 500m³ de terra por semana

Por Redação em 03 de Julho de 2017

"Equipamento emprestado pelo estado, iniciou os trabalhos nesta semana" (Foto: Rene Almeida)


A escavadeira emprestada pelo governo do estado para o desassoreamento do Arroio Feijó começou a trabalhar na última quarta-feira, 28/06, nas imediações da ponte da Americana, na entrada da cidade.

Diferentemente da draga que o município utiliza, a escavadeira se posiciona dentro do arroio para retirar a terra do leito dele. A medida tem o objetivo de evitar os seguidos alagamentos nas ruas e casas próximas ao local. O equipamento está emprestado pelo governo do estado por meio da Secretaria de Obras, Saneamento e Habitação, através do Secretário Fabiano Pereira.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Vilmar Laureano, a expectativa é que a nova escavadeira retire 500m³ de areia por semana do Arroio Feijó. Primeiro a areia é arrastada para a margem e num segundo momento retirada. O coordenador lembra, entretanto, que em caso de mau-tempo o trabalho terá de ser paralisado. Vilmar diz também não saber ao certo quanto tempo vai durar o desassoreamento, mas garante que o empréstimo do equipamento por parte do governo do estado é por tempo indeterminado.

Aprovação

O proprietário de uma das casas na Rua Beira-Rio que ficam às margens do arroio, Erotides Bank Dimer, aprovou o início dos trabalhos da escavadeira. “Isso aí claro que vai ajudar. Tudo que puderem fazer por nós aqui é bom”, comemora. Entretanto, ele também reclama dos recentes alagamentos relatando que em pouco mais de 40 anos morando no município nunca havia entrado água em sua residência. “Aquela enchente grande que teve entrou até aqui”, relembra, se referindo a uma grande enchente que atingiu a cidade em 2015. Sobre os alagamentos mais recentes, Erotides conta que seus vizinhos foram mais afetados. “Essa casa desvalorizou um monte. Dois inquilinos aqui foram embora”, reclama o proprietário que aluga o terreno de sua posse no local.

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