Tera-Feira, 22 de Setembro de 2020 |

Estudo do impacto ambiental para construção do Dique é entregue à FEPAM

A partir da entrega o órgão ambiental tem seis meses para apreciar o estudo e liberar a continuidade do processo para então iniciar as obras

Por Redação em 07 de Agosto de 2020

"Construção do Dique custará ao menos R$ 228 milhões e deverá conter as cheias como a de 2015" (Foto: Arquivo A Semana)


As eleições municipais deste ano nem aconteceram ainda, mas ao menos uma certeza o próximo prefeito já tem: vai participar da construção ou ainda da entrega do tão falado e esperado Dique no Bairro Americana.

Tudo porque a construção que custará ao menos R$ 228 milhões, deverá iniciar daqui há dois anos, caso tudo ocorra dentro do esperado, conforme explica Dilson Rui Pila da Silva, Diretor de Departamento de Incentivo ao Desenvolvimento da METROPLAN.

Pila conta que no final do mês passado foi entregue à FEPAM o estudo de impacto ambiental do empreendimento e que o órgão deve levar seis meses para apreciar o estudo e liberar a continuidade do processo que seria a parte dos projetos.

Passados estes processos serão realizadas audiências públicas com o objetivo de identificar o número de famílias que residem no entorno do Arroio Feijó e quantas deverão ser retiradas dos locais para então iniciar as obras. “Claro que estou acelerando o processo porque temos que identificar gente e fazer a extração. São vários projetos concomitantes e o trabalho não é pequeno, mas está bem andado. A parte mais ‘complicada’ seria o impacto ambiental e já está feito. Então agora acreditamos que podemos entrar efetivamente em operação em um ano e meio, dois anos, se tudo correr bem”, afirma.

No entanto, Pila explica que não se sabe quanto tempo vai demorar desde o início até o término da construção de todo o complexo. “Isto somente saberei após licitado o projeto executivo, já que o dique não é em formato único”, fala.

Projeto

O projeto para a construção do Dique iniciou no ano de 2013 e vai também ajudar a parte de Porto Alegre. Segundo ele, o valor foi computado em 2015, ano em que havia 150 famílias morando em torno do Arroio Feijó. “Hoje não temos o número exato de quantas famílias terão que ser removidas. Então nós teremos que fazer uma atualização também dentro desses valores”, fala.

Pila conta que tem partes em que o Dique terá nove metros altura e que vai proteger os Arroios Feijó, São João e vários outros afluentes do Rio Gravataí. “Vão ser nove casas de bombas, sete bacias de amortecimento de reserva para acumulação de água. Então é um projeto muito bem pensado, inclusive essas vias são áreas urbanas abertas que serão analisadas criteriosamente com o município”, lembra.

Perguntado sobre a possibilidade de não construir o Dique e sim retirar e indenizar toda a população que mora em áreas de alagamento, Pila é categórico e diz que não há essa possibilidade. “O Estado não tem dinheiro para indenizar todo mundo. O que se pode fazer é buscar uma regularização fundiária para aqueles que estão ali. O Dique vai proteger aquelas casas que estão ali, mas não mais serão construídas outras. Não vai ter mais construção. O que está ali fica ali porque o Estado não tem condições de tirar todo aquele pessoal dali”, explica.

Pila ainda conclui dizendo que nas chamadas manchas de alagamento e que são áreas inundáveis não se pode mais construir novas residências ou fazer loteamento. “Não pode mais, aquela região está toda vedada, salvo o município concordar e o empreendedor apresentar uma solução técnica, daí se pode rever. Caso contrário não”, conclui.

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