Quinta-Feira, 21 de Setembro de 2017 |

Falta de estrutura não impede atividades físicas na Lagoa do Cocão

Comunidade aguarda revitalização há três anos

Por Redação em 04 de Novembro de 2016

"À espera de revitalização, local é utilizado para corridas e caminhadas" (Foto: Matheus Pfluck)


Desde abril de 2013, moradores de Alvorada e, mais precisamente, frequentadores da Lagoa do Cocão esperam o local ser revitalizado com recursos que serão repassados pela Companhia Riograndense de Saneamento/Corsan na ordem de R$ 1 milhão. Entretanto, passados três anos o local ainda sofre com os mesmos problemas daqueles anos.

Revitalização
A revitalização ocorrerá numa contra partida da Estatal para com Alvorada pela construção da Estação de Tratamento de Esgoto/ETE, obra oriunda do PAC 1 e construída no final da rua Estocolmo, bairro Nova Americana. Com esta construção em uma área de 40 mil m² e com ampliação de pelo menos três vezes mais deste primeiro tamanho, o impacto ambiental é muito forte. Para tanto, a Estatal propôs à Prefeitura que escolhesse algum local que pudesse receber ações de revitalização, sendo a Lagoa do Cocão a indicada.

Passado algum tempo, no dia 11 de junho de 2014, o prefeito Sergio Bertoldi, juntamente com o presidente da Companhia Riograndense de Saneamento/Corsan, Arnaldo Dutra, anunciaram o convênio entre o município e a Companhia para a revitalização do lugar. A Corsan se comprometeu com o repasse de cerca de R$ 1 milhão para realizar a obra.

Em 2013 o projeto que estava sendo realizado em conjunto com as Secretarias de Planejamento Urbano e Habitação/SPH e Meio Ambiente/SMAM, iria contemplar a revitalização ambiental, paisagística, com a plantação de árvores e plantas nativas, além da instalação de estruturas como palco, banheiros e cercamento. Entretanto até o momento nada foi feito e o local só não está abandonado porque de tempos em tempos ONGs e grupos se reúnem para limpar o entorno da Lagoa.

Em nota a Assessoria de Comunicação Social da Corsan informou que com o convenio firmado, a Estatal comprometeu-se a repassar cerca de R$ 1 milhão. A Prefeitura deve readequar os projetos, providenciar as licenças e licitar a obra. Quando isso estiver feito, a Companhia repassará os recursos.

Atividades físicas
Enquanto a revitalização do lugar não acontece conforme propõe a contra partida, moradores utilizam o lugar para realizar suas atividades físicas. Um dos corredores é José Mendes que a cada dois dias corre 24 voltas pelo local. “Agora até que dá para correr porque está limpo e o pessoal está cuidando, mas antes não dava porque tinha muito lixo, bicho morto, batuque, agora tem um pessoal que está cuidando”, explica.

Morador
Um dos moradores que batalham pela melhoria das condições da Lagoa do Cocão é o comerciante José Jorge de Oliveira ou mais conhecido como Jorge da Lagoa. Para ele o lugar não é utilizado como deveria pela grande presença de lixo e animais mortos, mas falou das ações que a comunidade local está tomando para melhorar o atual cenário. “Se é para virar lixão então acaba logo, aterra e faz um campo de futebol ou então deixa a gente fazer. Colocamos placas, conseguimos desenterrar uma Lei que proíbe de colocar lixo em local público, estamos cuidando para que não coloquem lixo a noite, estamos fotografando quem coloca lixo na Lagoa, estamos fazendo a nossa parte como cidadãos. Não queremos nada mais do que o bem da comunidade, do bairro e da Lagoa, principalmente da Lagoa”, desabafa.

Plantas
Como todos os anos ocorre em grande parte da Lagoa há a presença de plantas aquáticas que segundo a bióloga da SMAM, Nicolle Albornoz Pesoa, indica a presença de matéria orgânica, não trazendo problemas ao meio ambiente, mas que em excesso pode indicar poluição do local. “Elas ajudam na manutenção do sistema aquático, servem como alimento aos peixes e auxiliam na foto síntese”, explica.

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