Quarta-Feira, 25 de Novembro de 2020 |

Hortas comunitárias ganham força na luta contra o descarte irregular de resíduos no município

Além disso, espaços fornecem alimento orgânico e de qualidade para os moradores

Por Redação em 23 de Outubro de 2020

"No Umbu, Zuma Carboni aproveitou o espaço mal utilizado para fazer sua horta e evitar os lixos irregulares" (Foto: Guilherme Wunder)


Uma das maiores lutas do poder público e das comunidades é o descarte irregular de resíduos. Infelizmente é comum encontrar terrenos baldios ou esquinas com sofás velhos, sacos de lixo e animais mortos pela cidade. Foram várias as ações desenvolvidas – seja pelos poderes constituídos como também pelos moradores – para tentar solucionar esses problemas de modo definitivo.

Entre essas medidas estão a criação de hortas comunitárias em espaços públicos. São dezenas de espaços onde os moradores plantam hortaliças, chás, vegetais e legumes no decorrer do ano. Além de alimentar a comunidade que cuida do espaço, ela também evita que aquele local se torne foco de descarte irregular de resíduos, solucionando assim mais de um problema da região.

A reportagem do Jornal A Semana visitou dois espaços desses nessa semana. Um localizado no Bairro Passo do Feijó e outro no Bairro Umbu. As duas hortas comunitárias foram criadas para evitar o lixo no local e hoje alimentam os responsáveis e os vizinhos do entorno. Isso tudo de forma orgânica e pensando também no meio ambiente e nos aspectos de sustentabilidade

O parecer da comunidade

Quem fez e cuida da horta do Bairro Passo do Feijó e Noeli do Amaral, que afirma ter feito o espaço há mais de dez anos para o seu lazer e para evitar o lixo no local. “Teve duas vezes que desmanchei, mas como as pessoas colocam o lixo ali, eu acabo refazendo. Daí eu cuido, mas os moradores me pedem e eu distribuo para os vizinhos”, salienta a dona de casa.

Ela afirma que não pretende mais desmanchar, pois gosta de cuidar da horta e que isso deixa o espaço mais limpo e seguro. Isso sem falar da qualidade dos alimentos. “A gente não sabe o que compramos nos mercados. Muitas vezes as pessoas compram coisas com agrotóxicos. Aqui eu sei que o meu plantio é adubado e muito bem cuidado. Está cercadinho para que as plantas cresçam e a gente tenha alimento”, finaliza Noeli.

Já no Bairro Umbu, em um canteiro central, Zuma Carboni aproveitou o espaço mal utilizado para fazer sua horta e evitar os lixos irregulares. “Isso aqui era só mato, mas eu cheguei há um mês e já limpei e comecei a plantar. Tem gente até de Porto Alegre que vem para cá tirar foto e elogiar a nossa horta. Eu sempre gostei de plantar e cuido muito dela”, relata a costureira.

Ela afirma que sempre que pedem ela dá e que só cobra que a comunidade cuide e não estrague a horta. Além disso, ela conta que pretende ampliar a horta com o tempo. “Sempre que vem alguém me pedir eu dou o que tem aí. Eu cresci e me criei nas lavouras e gosto muito. Eu sei que é barato no mercado, mas não é pelo valor e sim por cultivar a nossa horta e o nosso alimento. É o meu prazer”, finaliza Zuma.

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