Quinta-Feira, 21 de Setembro de 2017 |

Infestação de plantas aquáticas no Cocão

Biólogo alerta que plantas aquáticas denunciam grande presença de poluição no local

Por Redação em 13 de Janeiro de 2017

"Superfície está quase coberta pelas plantas que se reproduzem com muita rapidez" (Foto: Moisés Pfluck)


O aumento na quantidade de plantas aquáticas na Lagoa do Cocão, no bairro Intersul, mostra que as águas estão muito poluídas, segundo biólogo. O problema já foi denunciado por diversas vezes por este veículo de comunicação e, de acordo com moradores do local, ocorre anualmente.
A superfície está quase coberta pelas plantas. De acordo com o biólogo e professor, Marco Aurélio Verdade, essa grande quantidade de algas macrófitas aquáticas, conhecidas popularmente como aguapés, que em ambientes ricos com matéria orgânica e também pela presença de elementos químicos específicos, tendem a ter crescimento acelerado e muito intenso. “A quantidade de algas em um determinado local favorável ao seu desenvolvimento, acabam se reproduzindo muito intensamente em ambiente favorável, pela presença de fezes e dejetos, também produtos de limpeza vindo de lavagem de roupa no local”, explica.
Entretanto ele alerta que as algas presentes no Cocão não são o problema, mas sim a rapidez que elas se reproduzem. “Assim, elas consomem todo oxigênio da água e os peixes do local podem vir a sofrerem pela falta do mesmo, levando-os a morte”, alerta.
Em nota a Prefeitura informou que as plantas que estão sobre a Lagoa do Cocão não interferem na saúde da comunidade do bairro Intersul. A Prefeitura estuda um projeto de revitalização para a Lagoa do Cocão.

Entenda o Processo
Essas plantas aquáticas flutuantes têm função de limpar o ambiente. Elas se alimentam de nutrientes contidos no esgoto, como nitrogênio e potássio e, assim, se reproduzem especialmente rápido em locais sujos.
A reprodução da gigoga em demasia acaba obstruindo a passagem da luz, o que impede a fotossíntese das algas que vivem no ecossistema. Ao morrerem, as algas são decompostas por bactérias consomem o oxigênio.
Com isso, o oxigênio do ambiente com muitas bactérias decompositoras se torna cada vez mais escasso, causando a morte de peixes, moluscos e crustáceos por asfixia.
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