Domingo, 24 de Setembro de 2017 |

Ipês floresecem e cumprimentam a Primavera

O Brasil, um país com natureza exuberante e considerado tropical

Por Redação em 05 de Outubro de 2012

"Ipês floresecem e cumprimentam a Primavera" (Foto: Marco Verdade)


O Brasil, um país com natureza exuberante e considerado tropical (apesar da força do inverno, que esse ano insiste em permanecer ainda no final de setembro por boa parte do território nacional) possui duas árvores como símbolos.
Logicamente, a Árvore Nacional é a que deu nome ao País, o Pau-Brasil, contudo a Árvore Símbolo é o Ipê, que pode ser encontrado em diversas cores.
Aqui no Rio Grande do Sul, as mais comuns são as árvores rosa e amarela.

Amarelo – O ipê-amarelo foi descrita inicialmente em 1832 por Chamiso como Tecoma alba. O nome alba se deve à coloração branca das folhas e ramos novos, devida aos pelos que as recobrem. Pode chegar a atingir 30 metros de altura, e seu tronco é reto ou levemente tortuoso, com casca externa grossa, cinza-rosa, com fissuras longitudinais esparsas e profundas.
A floração inicia-se no final de julho e vai até setembro, podendo ocorrer alguma variação devido a fenômenos climáticos. Como a espécie floresce no final do inverno é influenciada pela intensidade do mesmo. Quanto mais frio e seco for o inverno, maior será a intensidade da florada do ipê-amarelo. A planta é hermafrodita, e frutifica nos meses de outubro e novembro. Em cultivo, a espécie inicia o processo reprodutivo após o terceiro ano. As flores por sua exuberância, atraem abelhas e pássaros, principalmente beija-flores que são importantes agentes polinizadores.
Ocorre naturalmente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Serras do Espírito Santo. É nativa também em parte da Argentina e Paraguai. Tolerante a geadas, ocorre em locais cuja temperatura média anual varia de 14,4°C como mínimo e 22,4°C como máximo. Prefere solos úmidos, com drenagem lenta e geralmente não muito ondulados, terras de boa a média fertilidade, em solos profundos ou rasos, nas matas e raramente cerradões.

Roxo – O Ipê-roxo (Handroanthus impetiginosus) é uma árvore nativa da Mata Atlântica brasileira, muito usada na arborização urbana. É encontrada tanto na floresta pluvial atlântica como também no cerrado. Nativa dos estados do Acre, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo. Ocorre também na Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuaela, na América do Sul; em El Salvador, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Nicaráguae e Panamá, na América Central, e no México (América do Norte). Em seu ambiente natural, costuma viver em matas ciliares no cerrado, e em áreas perto de rios.
É uma árvore de crescimento rápido, com altura de 8 a 12 metros e pode chegar aos 30 no interior da mata. Como os demais ipês, é uma árvore ornamental, cuja floração ocorre na estação seca (maio-agosto), época em que perde todas as folhas. As flores que vão do rosa ao lilás duram poucos dias e fornecem alimento para insetos apícolas e aves.

Medicinal – O ipê-roxo é muito usado em medicina popular no combate de câncer e inflamações; o extrato da entre casca é depurativo e bactericida. Conhecida por lapachol, a substância tem o poder de inibir o crescimento de tumores malignos e, ao mesmo tempo, reduzir a dor. Da entrecasca faz-se um chá que é usado no tratamento de gripes e depurativo do sangue. A casca da espécie está entre os produtos amazônicos, com reconhecido poder medicinal, mais procurados. As folhas são utilizadas contra úlceras sifilíticas e blenorrágicas. A espécie também tem propriedades anticancerígenas, anti-reumáticas e antianêmicas. O ipê-roxo também é usado como recurso medicinal no estado do Mato Grosso para tratamento de diabetes mellitus.

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