Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2021 |

Macacos são vistos em diversos bairros do município nas últimas semanas

Segundo moradores, os animais foram avistados em pelo menos três regiões distintas

Por Redação em 04 de Dezembro de 2020

"Existem relatos de animais encontrados nas ruas Gaspar Martins, Salgado Filho, Icaraí e no Bairro Intersul" (Foto: Divulgação)


Na última semana, diversas pessoas relataram nas redes sociais terem avistado macacos passeando por árvores e telhados de casas na cidade. Os registros são de dias e bairros diferentes de moradores dos bairros Sumaré, Piratini, Intersul e Americana e o fato vem chamando a atenção, afinal esse é um animal silvestre.

Relato de moradores

Fotos e vídeos dos animais surgiram nas redes sociais. Uma das pessoas que avistou o animal foi Patrícia Oswald, moradora do Bairro Sumaré. Ela afirma que o macaco ficou em torno de três dias em uma árvore ao lado de sua casa e sempre descia ao chão e pegava alimentos. Segundo a alvoradense, muitos vizinhos estavam dando frutas ao bicho, que parecia calmo e acostumado com o ser humano.

Já Cláudio da Costa, morador do Bairro Americana, também afirma ter visto o animal. Isso aconteceu na quarta-feira, 25/11, enquanto trabalhava. “Eu estava trabalhando e ele bem tranquilo. Ficava olhando, mas não avançou e nem nada. Eu tirei fotos e dei banana para ele. Fiquei com pena do bichinho e ele ficou ali em casa. Inclusive carinho eu pude fazer”, salienta o alvoradense.

Segundo ele, na hora que viu o macaco acabou se assustando, pois ele caiu em cima de sua retroescavadeira. Contudo, ele subiu pelas árvores e ficou se escondendo do sol e comendo. “Foram dois dias que ele ficou no entorno aqui de casa. É um animal dócil e bem cuidado. Alvorada infelizmente não tem nenhum órgão para ajudar a pegar o animal. Eu liguei para vários lugares e sequer fui atendido”, desabafa Costa.

Um exemplar do animal também foi visto no Bairro Intersul. Quem confirma é Loise Dornelles, que teve contato com o macaco. “Ele é muito querido. A gente conversava com ele enquanto estava na árvore e ele sorria pra gente e ficava nos chamando com a mãozinha. Ele inclusive estava comendo um galho e a gente disse pra ele tocar fora e pegar frutas e ele fez isso”, enfatiza a jovem.

Renata Arruda, que também mora no Bairro Intersul, disse que o encontrou uma vez e depois procurou novamente, mas sem sucesso. “Ele foi muito simpático. Ele não é um macaco agressivo. Ele nos chamava e dava sorriso para nós. Inclusive eu conversava com ele e era correspondida. Em nenhum momento ele foi agressivo. Fiquei muito feliz em ter visto ele aqui na volta. Tomara que volte”, finaliza a dona de casa.

Trabalho de ativistas

A Câmara de Vereadores terá uma representante que defende como bandeira a causa animal. Trata-se de Oliane Santos (Cidadania). Ela afirma já ter recebido relatos de animais encontrados nas ruas Gaspar Martins, Salgado Filho, Icaraí e no Bairro Intersul. Segundo ela, são pelos menos seis animais e um que foi encontrado morto recentemente por alvoradenses.

Contudo, ela afirma que tenta contato com os órgãos competentes, mas não é dada importância ao caso. “Não sabemos os motivos de eles estarem soltos na cidade e as pessoas não sabem como lidar. O bichinho está com fome e com sede e não estão no seu habitat natural. Nós estamos tentando junto a SMAM e o IBAMA, mas infelizmente eles não estão dando a real importância ao caso”, relata Oliane.

Respostas do Executivo

A reportagem do Jornal A Semana conversou com Pedro Verran, que é fiscal ambiental da Secretaria de Meio Ambiente (SMAM). Segundo ele, existem dois relatos protocolados na Prefeitura e que são do Bairro Formosa. Isso há cerca de 20 dias. Segundo ele, é o mesmo macaco nas duas residências e ele estava circulando pelas árvores, fios e telhados.

Até onde se sabe, ele estava preso em um cativeiro e escapou. “Esse tipo de animal é nativo da região, vivendo em matas do bioma Mata Atlântica. Com o avanço desenfreado da urbanização e desmatamento em áreas de mata nativa eles perdem espaço do seu habitat e acabam sendo atraídos pela população que oferece comida para eles”, explica Verran.

O fiscal ambiental afirma que as causas da morte podem ser várias: ataques por cachorros, choque elétrico e morte por seres humanos; entre outros. Devido à situação de estresse que esses animais podem estar, é orientado que não se alimente os macacos e entre em contato com os órgãos competentes. Contudo, eles não oferecem riscos aos seres humanos.

Serviço

Qualquer relato de macacos-prego deve-se ligar para qualquer um dos seguintes números: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis/IBAMA (3224.8937), órgãos estaduais (98681.7420, 3288.8187 e 98593.1288) ou a Secretaria de Meio Ambiente/SMAM (3411.7331). Essas são as entidades responsáveis pelo resgate do animal.

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