Sbado, 08 de Agosto de 2020 |

Moradores seguem sofrendo com as cheias, mas a tendência é que problemas diminuam

Segundo meteorologistas, chuvas devem cessar por pelo menos uma semana

Por Redação em 17 de Julho de 2020

"Na Rua Marques do Pombal a água bloqueou a Avenida Itararé mas está recuando aos poucos" (Foto: Matheus Pfluck)


Já passa de uma semana que moradores do Bairro Americana sofrem com as fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul. Muitos tiveram de sair de suas casas e ainda não puderam voltar devido a demora da água em baixar e as chuvas não terem cessado por completo. Essa preocupação, infelizmente, é corriqueira para muitos desses moradores, que sofrem com as cheias ao longo dos anos.

É o caso de Jeferson Alves, que mora na Avenida Beira-Rio, é que teve de investir no seu terreno para que não perdesse seus bens mais uma vez. “Aqui eu tive que tirar mais de 40 caminhões de caliça para não entrar água. Teve vezes que entrou e a gente perdeu tudo. Infelizmente é a mesma coisa todo ano e tenho medo das previsões. Se chover o que nos dizem a água vem de novo”, confessa o alvoradense.

Contudo, a perspectiva é de que as chuvas cessem por um tempo. Segundo meteorologistas, a tendência é que não tenham chuvas até a próxima sexta-feira, 24/07, quando deve chover cerca de cinco milímetros. Porém não existe a confirmação de que será tempo suficiente para que toda a água baixe e as famílias possam retornar as suas casas e vidas com normalidade.

Ocorrência na madrugada

Mesmo que esta semana tenha sido marcada por sol forte, a água da chuva da semana passada que causou alagamentos no Bairro Americana ainda traz problemas para os moradores atingidos pelas cheias. Um dos casos é na Rua Americana. Na noite de terça-feira, 14/07, o morador Paulo Roberto precisou de atendimento após passar mal e teve que ser levado de barco por vizinhos até a ponte que passa pelo Arroio Feijó.

Conforme conta a servidora municipal, Adriana Nogueira Santiago, que é vizinha do idoso que precisou de atendimento, não houve atendimento dos poderes constituídos. “Foi me dito que o barco estava com a Defesa Civil e me deram o telefone, mas ninguém me atendeu. Os órgãos de Porto Alegre e do Estado me atenderam, mas não poderiam me ajudar porque era de responsabilidade de Alvorada”, desabafa a professora.

Segundo ela, era mais de meia noite quando eles tiveram que colocá-lo em seu barco para auxiliar no atendimento. “Isso tudo sem uma estrutura e no frio e escuro. O que me revolta é que a gente sofre com cheias e a Defesa Civil não nos atendeu durante a noite. Se a gente não tivesse um barco, o que seria feito para salvar a vida do nosso vizinho”, conclui Adriana.

Respostas do Executivo

A reportagem conversou com Vilmar Laureano, que responde pela Defesa Civil do município, que explicou que o atendimento ocorre independente sempre que necessário. “Ocorreu um problema, pois sempre que eu recebo esse tipo de ocorrência é feito o resgate. Sempre que alguém precisa a gente faz, inclusive com o apoio do Corpo de Bombeiros. Isso independente do horário”, justifica o servidor.

Já sobre as chuvas e atendimentos, ele afirma que não existe ocorrência em aberto e que todos estão sendo atendidos. A tendência é que o pior já tenha passado. “Pelo que vimos é pouca chuva que deve vir. Os 15 milímetros é pouca chuva. Depois será uma semana de tempo bom, mas a gente não pode prever quando tudo vai esvaziar e retornar a normalidade”, conclui Laureano.

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