Domingo, 23 de Julho de 2017 |

Projeto propõe fim da coleta seletiva nos bairros e colocação de contêineres em escolas

Proposta dividida em oito partes prevê economia de R$ 6,3 milhões anuais

Por Redação em 07 de Abril de 2017

"Custos da limpeza urbana hoje é de R$ 17,5 milhões anuais" (Foto: Arquivo A Semana)


Que a administração municipal está tentando cortar ao máximo os gastos em diversas áreas não é novidade. Nessa nova realidade, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM) está preparando um projeto que visa diminuir custos dos serviços de limpeza urbana.

O principal dos oito pontos do plano é o fim da coleta seletiva de lixo reciclável e a implantação de PEVs (Pontos de Entrega Voluntária) para esse tipo de resíduo nas 28 escolas municipais. No total, é estimada uma economia de R$ 6,3 milhões ao ano com a remodelação do serviço.

Além da diminuição dos custos de limpeza urbana, que hoje custam R$ 17,5 milhões ao ano para os cofres da prefeitura, os objetivos do projeto são diminuir a geração de lixo, tornar o serviço de limpeza urbana mais eficiente e incentivar a reciclagem. O grupo de trabalho que está envolvido nesta ação é composto pela secretária da SMAM Thais Pena, o diretor Liberto Mentz (Beto Goleiro) e o Engenheiro Jairo Vargas, ambos da SMOV, e a assessora técnica Ângela Amaral e a diretora Kamila Kaiser, também da SMAM. O projeto já foi apresentado na câmara de vereadores e apresentado para o prefeito.

A proposta

1- Implantação dos PEVs (Pontos de Entrega Voluntária)

“Nós vamos transformar as 28 escolas do município em pontos de coleta voluntários. Você vai sair com o material reciclável de casa e deixar na escola”, explica Pena. Para incentivar o recolhimento do lixo na escola, a secretaria promoverá uma gincana entre as escolas em que, a cada seis meses, os resíduos são pesados e a escola com maior quantidade ganharia uma premiação. Para controlar isso, o caminhão da cooperativa responsável esvaziaria o contêiner uma vez por semana. “Estamos propondo uma reeducação. Eu particularmente acho que a educação ambiental deveria ter prova, deveria ser obrigatória”, avalia a secretária.

As primeiras cinco escolas que adotariam o projeto seriam Herbert José de Souza/Betinho (Algarve), Almira Feijó (Jd. Alvorada), Dom Pedro (Fernando Ferrari), Vagnir Fraga (Terra Nova) e Frederico Dihl ( Nova Americana). “A secretaria de educação escolheu essas escolas porque precisamos que elas sejam num canto da cidade. São bairros onde o lixo é mais rico e os moradores teriam mais afinidade com a ideia”, explica Pena.

2- Programa de Horta Escolar

Trata-se da implantação de hortas nas escolas do município que receberão os restos de resíduos orgânicos já processados pelo processo de compostagem. Os alimentos produzidos poderão ser utilizados na merenda escolar e o excedente seria comercializado.

3- Compostagem Escolar

Todas as escolas serão incentivadas fazer compostagem com os resíduos orgânicos que produzirem. Por compostagem entende-se a degradação do lixo orgânico por fungos e bactérias resultando num adubo natural próprio para ser usado na horta da escola.

4- Compostagem Domiciliar

A SMAM produzirá composteiras para doação a sociedade. Isso diminuirá o volume de lixo orgânico que é transportado para o adubo sanitário de Minas do Leão.

5- Central de Triagem e Transbordo

Criação de uma Central de Triagem para separação do resíduo orgânico da parte reciclável no local onde hoje já ocorre o transbordo. Para isso, será necessária a contratação de empresa para elaboração de projeto executivo, com detalhamento técnico e estudo de viabilidade econômica e modelagem institucional. O investimento estimado do projeto é de R$ 3,7 milhão. O financiamento seria feito pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

6- Triturador de Galhos

Trata-se da proposta de compra de um triturador de galhos que servirá para diminuir o volume dos galhos que se encontram espalhados em terrenos pela cidade. Esse triturador ficará acoplado ao caminhão que recolhe esse tipo de resíduo. O investimento de R$ 120 mil é oriundo do Fundo do Meio Ambiente.

7- Central de Triagem de Resíduos da Construção Civil com Compostagem

Será outra central de triagem que servirá para receber, separar e comercializar os resíduos da Construção Civil e restos de podas, além de realizar a compostagem dos resíduos orgânicos municipais e de grandes geradores, como a CEASA. O local, numa área do município localizada na Estrada da Palha, será de concessão de uma empresa ou cooperativa. Como contrapartida, o município não pagará para destinar o lixo até Minas do Leão já que o mesmo irá para a central de triagem.

8- Ecopontos

É um local para receber pequenos e grandes volumes da Construção Civil. Sem custo para o contribuinte, a medida visa diminuir o lixo espalhado por terrenos baldios como sofá, eletrônicos e pneus. Haverá a colocação de dois ecopontos na cidade que serão geridos pela mesma empresa que administra o Centro de Triagem da Construção Civil. Esta empresa também será responsável pela limpeza do entorno do ecoponto e por ações de educação ambiental.

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