Quarta-Feira, 12 de Agosto de 2020 |

Resto de podas de árvores são reaproveitados por agricultores como adubo em plantações

Projeto é desenvolvido pela Emater/ASCAR e Secretaria de Meio Ambiente

Por Redação em 24 de Julho de 2020

"Além dos agricultores, a horta do Instituto Federal também recebeu o material" (Foto: Divulgação)


Diariamente funcionários da Prefeitura fazem a poda de árvores por todo o município que são trituradas por uma máquina trituradora de galhos. Desde o ano passado este material está sendo utilizado por agricultores alvoradenses como adubo em suas plantações.

A máquina foi comprada em 2018 num custo total de R$ 124 mil e o morador que tiver interesse em receber os serviços em sua residência devem entrar em contato com a Secretaria de Serviços Urbanos (SEMSU) através do número 3044.8676.

Utilização pelos agricultores

O projeto que iniciou em 2019, é uma parceria entre a EMATER/ASCAR e a Secretaria de Meio Ambiente (SMAM) que vem trazendo benefícios tanto para agricultores quanto para o meio ambiente.

Mônica Moreira Zang, gestora ambiental e extensionista rural da EMATER/ASCAR, conta que no mesmo ano em que a Prefeitura adquiriu o equipamento, ficou sabendo da compra e propôs, dentro do trabalho que a Emater desenvolve de gestão ambiental dentro das propriedades, fazer o uso adequado destas podas.

Assim estes galhos, troncos e por vezes, até mesmo árvores inteiras, após serem trituradas pelas equipes da Prefeitura, são levadas gratuitamente até os agricultores para serem utilizadas como matéria orgânica que é compostado diretamente nos canteiros de produção. “A poda é um material riquíssimo porque além de controlar a temperatura do solo, diminui a necessidade de irrigação porque ocorre uma menor evaporação da água do solo, evapotranspiração da planta, então há um controle térmico proporcionado por esse material no solo”, lembra Mônica.

Além disso, esta matéria orgânica vai funcionar como uma cama de microrganismos eficientes que são fungos, bacilos, bactérias, naturais do solo brasileiro e que foi se perdendo com o manejo da agricultura tradicional. “Quando a gente coloca muito material químico, passa muito trator, gradeia demais e o solo fica nu, a gente tem aquele esquema de canteiro limpo, é um sistema que degrada muito a matéria orgânica que é importantíssimo para a planta e para a vida do solo então o que a gente faz é inserir esse material e é como se a gente tivesse imitando a mata”, explica.

Atualmente, por conta da Pandemia do Coronavírus, poucos agricultores alvoradenses estão recebendo os materiais, mas em breve deve abranger um número maior de produtores. No entanto, Mônica conta que esse material também já foi entregue em escolas municipais que participam do projeto de hortas na escola e em escolas estaduais e no Instituto Federal.

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