Sbado, 27 de Fevereiro de 2021 |

Em dois anos de governo, RS consolida menor taxa de homicídios por 100 mil habitantes desde 2010

Após ter em 2019 os menores índices da década, Estado fechou 2020 com novas quedas de assassinatos, latrocínios e feminicídios

Por Redação em 15 de Janeiro de 2021

"Pilar do programa RS Seguro, integração das forças de segurança pública é uma das marcas dos dois anos de governo" (Foto: Divulgação)


Dois anos podem trazer grandes mudanças, mas houve ao menos uma mudança comum para os 11,4 milhões de gaúchos nos últimos 24 meses: todos passaram a viver em um Estado mais seguro. Depois de alcançar em 2019 os mais baixos índices de criminalidade da década, o Rio Grande do Sul consolidou no ano passado a menor taxa de homicídios para cada 100 mil habitantes desde 2010.

Ao final de dezembro, o número de assassinatos foi de 1.694, 6,5% menos do que as 1.811 de 2019 e o menor total de 2007. Com o resultado, considerando a mais recente estimativa de população segundo o IBGE, a taxa caiu para 14,8 mortes a cada 100 mil habitantes. Comparado ao pior momento no Estado (2017), quando a taxa chegou a 26,4 homicídios por 100 mil habitantes, o dado atual equivale à queda de 44%.

Os dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) mostram ainda que, em 2020, 117 municípios tiveram alguma redução no total de vítimas de homicídios na comparação com o ano anterior. Outros 248 registraram estabilidade e 132 fecharam com alguma alta. Quase 60% (269) das 497 cidades do Rio Grande do Sul não tiveram nenhum assassinato entre janeiro e dezembro.

RS Seguro

Com foco territorial que prioriza ações onde o crime mais acontece, o RS Seguro foi implantado inicialmente com a priorização dos 18 municípios que concentravam o maior volume de ocorrências nos últimos 10 anos. O programa foi atualizado a partir dos resultados de 2019, de forma a refletir o cenário mais recente da criminalidade no Estado.

A redução nos homicídios é ainda mais relevante diante do contexto da pandemia da Covid-19. Ao contrário dos crimes patrimoniais, a ocorrência de assassinatos não sofre influência positiva das medidas de distanciamento social. Com cerca de 80% das mortes ligadas ao tráfico, à expectativa era de possível aumento, em razão do encolhimento no mercado ilegal de entorpecentes pela menor circulação de pessoas.

Além disso, houve ampliação de 19% nas apreensões de drogas de 18 toneladas em 2019 para 21,3 toneladas em 2020. O prejuízo econômico também tende a gerar acertos de contas por dívidas ligadas à responsabilização pela perda do material apreendido, acirrando disputas por novos pontos de tráfico. Ainda assim, as ações integradas e o trabalho conjunto de inteligência garantiram o controle.

Outro fator que contribuiu para a redução dos homicídios foi à realização de duas edições da Operação Império da Lei, com transferência de líderes de facções para penitenciárias federais fora do RS. Além do efeito imediato de desestabilização no comando das quadrilhas, a ação tem o efeito pedagógico ao assegurar que as forças de segurança mantêm monitoramento constante.

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