Segunda-Feira, 21 de Setembro de 2020 |

Legislativo é contrário à urgência de contratação de 30 operários e projeto fica para a próxima semana

Parlamentares alegaram a possível ilegalidade do projeto em período eleitoral para analisar a iniciativa

Por Redação em 14 de Agosto de 2020

"Mesmo com o PTB sendo contrário ao regime de urgência, Cristiano Schumacher argumentou a importância do projeto" (Foto: Arquivo A Semana)


Os vereadores reuniram-se mais uma semana através de videoconferência para debater projetos para o município. Nessa sessão ordinária não havia projetos na pauta, contudo a Prefeitura enviou um projeto em regime de urgência para o Legislativo. Isso significa que a proposição não estava na ordem do dia e, por causa disso, não foi divulgada previamente para a população.

A proposta em questão autorizava a contratação emergencial de 30 operários para a Secretaria de Obras e Viação (SMOV). Segundo a justificativa, houve uma redução de servidores devido a aposentadorias e afastamentos pela pandemia e existem demandas reprimidas que precisam ser atendidas. Por causa disso o projeto é emergencial e temporário.

Contudo, não houve acordo entre as bancadas. O vereador Airton Pacheco (MDB) argumentou para que ele fosse votado, mas isso não ocorreu. “Devido ao momento em que se encontra a cidade, principalmente devido a última enchente e a falta de operários para fazer a manutenção da cidade; é preciso aprovar esse projeto. Isso não é para nós, mas sim para todo o município”, salienta o emedebista.

Apesar da bancada do PTB ter sido contrária, Cristiano Schumacher (PTB) argumentou que o projeto deveria ser votado. “Não sou favorável aos contratos emergenciais, mas nesse momento é necessário. Estamos em uma situação de calamidade, principalmente na Americana. Eu sei que faltou planejamento para convocarmos um concurso de operários, mas os serviços estão praticamente paralisados”, justifica o parlamentar.

Já o DEM, que foi contrário ao regime de urgência, justificou sua decisão com o período eleitoral que se aproxima e os cuidados necessários. “Não é momento de contratações. Estamos em época eleitoral e estão querendo criar mais cabide de emprego e cabo eleitoral. Sabemos que a receita da cidade vai cair pela pandemia e não faz sentido a contratação desses funcionários”, finaliza Celmir Martello (DEM).

As bancadas do PT, PTB, PSB, PSD e DEM foram contrárias ao regime de urgência. Foi sugerido durante a sessão a convocação de uma nova reunião, em caráter extraordinário, para votar o projeto. A sugestão foi de que isso acontecesse na quinta-feira, 13/08, contudo a presidência não acatou a alternativa. Com isso, o projeto fica para ser votado na próxima semana.

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