Sexta-Feira, 19 de Janeiro de 2018 |

Operação Placebo na região metropolitana

O grupo vendia um suplemento que deveria conter uma substância usada no combate ao câncer

Por Redação em 05 de Janeiro de 2018

"As investigações foram acompanhadas pelo Grupo de Combate a Lavagem de Dinheiro do Ministério Público Estadual." (Foto: Polícia Civil)


A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro (DRLD), do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) e da Delegacia do Consumidor (Decon), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), deflagrou nesta quinta-feira (04) a Operação Placebo. A ação teve por objetivo o combate a crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro oriunda de tráfico de drogas, ocorrido na Capital e municípios da região metropolitana. A Operação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Viamão, Alvorada e Canoas.

Segundo o delegado Marcio Zachello, da DRLD, foram apreendidos seis passaportes de investigados, 27 veículos e 130 frascos contendo 90 cápsulas cada de Phosphoethanolamina, fabricadas em Miami-EUA. Os veículos apreendidos estão estimados em R$6 milhões. A ação ainda resultou na apreensão de documentos diversos, três notebooks, celulares, R$2.000,00 em espécie e uma pistola calibre 380. Um homem foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo e 35 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas foram bloqueadas.

As investigações, que foram acompanhadas pelo Grupo de Combate a Lavagem de Dinheiro do Ministério Público Estadual, apontam que indivíduos pertencentes ao grupo teriam empresas de assessoria, holding, revenda de veículos, comércio de suplementos alimentares, constituídas, as quais estariam sendo utilizadas para a lavagem de capitais oriunda de tráfico de drogas. Um dos sócios dessas empresas responde por tráfico de drogas na Comarca de Alvorada. Foi percebida evolução patrimonial dos investigados que seria incompatível, em curto período, com aquisição de imóveis e veículos de alto valor. As reiteradas transferências de veículos entre os investigados, e o registro em nome de terceiros, além de outras transações, seria para ocultar a origem ilícita dos recursos e inserir no mercado formal o capital branqueado.

O grupo vendia um suplemento que deveria conter uma substância (Phosphoetanolamina), que seria usado como auxiliar no combate ao câncer. Tal produto não continha a substância. Sobre a comercialização deste produto, sem conter a substância ofertada, foi realizado contato com o Deic, o qual, através da Decon, o qual apurará este delito contra as relações de consumo e provavelmente saúde pública, enquanto a DRLD realizará a apuração do crime de lavagem de dinheiro – relatou o delegado.

COMENTÁRIOS ( )