Terça-Feira, 20 de Fevereiro de 2018 |

Polícia Civil confirma tentativa de sequestro de criança

Em contato com os órgãos responsáveis, essa não é a única ocorrência dentro do município

Por Redação em 09 de Fevereiro de 2018

"Conselho Tutelar salientou a importância de se registrar a ocorrência com os órgãos responsáveis." (Foto: Matheus Pfluck)


Nos últimos dias grupos do Whatsapp e nas redes sociais vêm divulgando diversos casos de sequestros e raptos de crianças nos bairros e no centro da cidade. Esse tema já foi pauta do Jornal A Semana e de outros veículos de comunicação da região, porém, ao contrário da outra vez, existe um caso de tentativa de sequestro confirmado no município. A informação é da Policia Civil.

Em contato com o delegado da 2ª Delegacia da Polícia Civil de Alvorada, Luís Carlos Rollsing, foi confirmada a tentativa de sequestro, que acabou não ocorrendo. Conforme o delegado, as investigações estão em andamento. “Nós temos uma ocorrência que está sendo investigada sobre uma tentativa de sequestro. A investigação ainda está em andamento e a equipe está toda na rua averiguando os fatos. Por enquanto não estamos com o caso concluído”, salienta Rollsing.

Já em contato com o Conselho Tutelar, a coordenadora Fernanda Maciel informou que, além deste caso de tentativa de sequestro informado pela Policia Civil, existe mais um caso de rapto, desta vez consumada dentro da cidade. Esse caso é de uma adolescente de 15 anos, que está desaparecida. “Nós não temos o dado de onde isso aconteceu. Até o momento está como sequestro e, pelo que foi levantado, não existe nenhuma ligação com crimes. O registro foi feito mas, até o momento, não temos mais informações”, relata a conselheira.

Em contato com o comandante do 24º Batalhão da Policia Militar (BPM) de Alvorada, Marcelo Carpes, foi falado sobre esses boatos de sequestro de crianças na cidade. Segundo o comandante, até o momento a Brigada Militar não tem nenhum registro ou ocorrência sobre rapto de menores na Brigada Militar. Conforme ele, caso isso aconteça, é necessário procurar os serviços responsáveis. “Por enquanto não temos nenhum registro, mas estamos trabalhando para poder controlar esses boatos e tranquilizar a sociedade”, ressalta Carpes.

Motivos

Até o momento, o Conselho Tutelar descarta que a motivação dos sequestros seja pedofilia. Isso porque, segundo a coordenadora, os padrões não são os mesmos. “Eles não estão agindo sozinhos. Nós não suspeitamos de pedofilia, mas sim com outras hipóteses, como tráfico de órgãos ou de pessoas. Não queremos que essa seja a realidade, mas não podemos eliminar nenhuma motivação por enquanto”, relata Fernanda.

Falsos boatos

Conforme o 24º BPM deve-se ter cuidado com a propagação de boatos infundados nas redes sociais, pois a comunicação falsa de um crime também é considerada crime. Isso sem falar que acaba tirando a Brigada Militar de uma ocorrência verídica. “Nós alertamos a comunidade para que não se espalhe falsos boatos. Não é um desserviço, mas acaba se tornando um pânico na cidade desnecessário, pois pode não existir caos e acaba se preocupando a comunidade”, explica o comandante Carpes.

A coordenadora relata que, como não existem mais registros junto a Policia Civil, Brigada Militar e Conselho Tutelar, o Conselho Tutelar trata os outros casos registrados em redes sociais como boatos. “Nós acreditamos que pode ser boato. Nós só contabilizamos o que tem ocorrência. Até porque é crime não registrar”, ressalta Fernanda.

Importância da ocorrência

Segundo a coordenadora Fernanda, um dos principais problemas que interferem nas investigações do Conselho Tutelar e dos demais órgãos responsáveis é porque as pessoas não estão prestando queixa na Brigada Militar e na Policia Civil. Conforme ela explica, sem esses boletins de ocorrência, os números não contam e fica inviável se abrir uma investigação junto ao Ministério Público para entender os motivos destas ocorrências.

Foi informado ao Conselho Tutelar que, para que a Policia Civil investigue um caso, é necessário que o caso chegue até os órgãos responsáveis. Somente assim que pode ser feita alguma ação. “Quanto mais gente denunciar são mais dados para que a investigação possa acontecer. Até agora nós só sabemos que é em um carro preto. Mas precisamos de mais ocorrências. Só assim podemos partir para o restante das ações”, salienta a coordenadora.

Para Fernanda, também é necessário que os pais e responsáveis cuidem dos seus filhos. “A gente pede para que os pais dobrem a atenção com os seus filhos. Fiquem em cima. Se eles tentam levar com a mãe, imagina sozinha. Os pais precisam ter a consciência de que são responsáveis pela segurança dos seus filhos”, enfatiza a coordenadora do Conselho Tutelar.

Serviço

Caso algum morador saiba de alguma ocorrência do gênero ou suspeite de quaisquer atitudes, a recomendação é de que se entre em contato com o 24º Batalhão da Policia Militar (BPM) de Alvorada. Assim será possível averiguar e investigar o caso. O telefone para contato com a Brigada Militar da cidade é (051) 3483.5030.

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