Quarta-Feira, 20 de Setembro de 2017 |

“Eu continuo acreditando na justiça”, diz Appolo

Por falta de provas, juiz não condena prefeito, vice e ex-vereador em processo

Por Redação em 12 de Maio de 2017

"Apesar de ter ganhado na primeira instancia, Appolo acredita que haverá recurso" (Foto: Matheus Pfluck)


Na sexta-feira, 5 de maio, a juíza Vanessa Osanai Krás Borges julgou não haver prova suficiente com a total improcedência dos pedidos para condenar o prefeito José Arno Appolo do Amaral, o vice Valter Slayfer e o ex-vereador Vanio Presa, na ação de investigação judicial eleitoral no qual o Ministério Público Eleitoral, ajuizou representação por captação e gastos ilícitos de recursos eleitorais nas eleições do ano passado. O processo que está em sua primeira instância, e, portanto, ainda cabe recurso, foi publicado no Diário de Justiça Eletrônico do Tribunal Regional Eleitoral/TRE do Rio Grande do Sul.

Em contato com o prefeito Appolo, na tarde da quarta-feira, 10/05, para saber a sua avaliação sobre a decisão do julgamento, economizando nas palavras, disse que acredita na justiça. “A juíza não aceitou a denuncia, claro que certamente, ela vai recorrer é normal também, faz parte do processo, mas eu continuo acreditando na justiça”, fala. Ainda nesta instancia, o Ministério Público/MP entrou com recurso que nas próximas semanas deverá ser julgado. Após, o processo deve ser encaminhado para julgamento no Tribunal Regional Eleitoral e, posteriormente, ao Tribunal Superior Eleitoral.

Processo

Conforme o Ministério Público, a chapa majoritária “Alvorada para os Alvoradenses”, teria sido financiada parcialmente pelo então vereador Vanio Presa com recursos de origem ilícita (oriundos de lavagem de dinheiro e outros crimes). Porém, surgiram indícios de que Presa era um dos principais financiadores da candidatura, sendo que fazia de forma ilícita, objetivando vantagem indevida com possível indicação para o exercício de cargos do alto escalão do governo municipal. Vanio também teria sido beneficiário de recursos ilícitos derivados de fraude a licitações, sendo que a empresa JC Lopes, a qual contratava com o poder público municipal, fez depósito “inexplicável” em conta de pizzaria de propriedade do ex vereador. Ainda, escutas telefônicas compartilhadas mostram que Vânio Presa fez doações em patamares muito superiores aos declarados. Desta forma constatando inconsistências nos repasses feitos por Appolo para sua candidatura.

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