Terça-Feira, 16 de Janeiro de 2018 |

“Nossos problemas não são estruturais e sim financeiros. No início do ano, o orçamento era de R$ 1.3 milhão”

Secretário Valdemir Martins, participou de audiência na Câmara onde foi cobrado sobre a situação viária

Por Redação em 15 de Dezembro de 2017

"O secretário abordou temas referentes à operação tapa-buracos e o patrolamento de vias" (Foto: Guilherme Wunder)


Em sessão realizada na noite da última terça-feira, 12/12, a Câmara de Vereadores recebeu o secretário de Obras e Viação (SMOV), Valdemir Martins. O titular da pasta já havia sido convocado na semana anterior, mas não pôde comparecer devido a compromissos pré-agendados. Contudo, Martins foi novamente convocado e participou de audiência pública para prestar esclarecimentos sobre a SMOV.

Praticamente todos os vereadores presentes apresentaram questionamentos ao secretário da SMOV e os que não fizeram se declararam contemplados nos apontamentos anteriores. Os principais pontos abordados pelo Legislativo estão diretamente ligados às questões viárias do município, com ênfase no patrolamento, operação tapa-buracos e as obras de pavimentação das 19 ruas da METROPLAN.

Uma das pautas mais citadas foram os recursos da Consulta Popular. Segundo os vereadores Celmir Martello (DEM), Júlio Bala (PMDB), Juliano Marinho (PT), Leandro Tur (PT) e Cláudia Girelli (PTB), existem atrasos e o medo é de que as obras não sejam concluídas devido a falta de repasse ou que o município perca este recurso caso o BNDS não renove o convênio com a METROPLAN.

O secretário Martins salientou que sim, os atrasos estão acontecendo, mas o Município está fazendo sua parte no acordo firmado, inclusive com o reajuste necessário. “Nós estamos com problemas no repasse junto a METROPLAN e nós que estamos segurando as obras. As empresas querem parar e nós estamos bancando para que ela seja entregue no prazo. Para nós é importante que essa obra saia e a gente gaste menos com patrolamento”, explica o titular da pasta.

Outro fator muito questionado pelo Legislativo foi a recuperação viária da cidade. No caso, todos os vereadores questionaram isso, seja no asfalto como também nas vias de chão batido. O ponto salientado por todos foi a falta de manutenção e de atenção aos bairros mais distantes do centro da cidade. Para está situação, o secretário da SMOV teve de explicar todo o orçamento e os gastos que a pasta teve no decorrer do ano.

Segundo Martins, quando assumiu a SMOV, o orçamento era de R$ 1.3 milhão para tratar de todas as questões na qual a pasta trabalha. Por causa disso, teve de haver uma reinvenção dentro dos serviços. “Os nossos problemas não são estruturais e sim financeiros. No início do ano, quando assumimos a pasta, o orçamento era de R$ 1.3 milhão, sendo que tivemos de reinvestir na reforma das nossas máquinas”, salienta o titular da pasta.

Martins falou ainda que, para dar conta de toda a demanda de patrolamento do município – hoje são cerca de 350 km de ruas – seria necessário ter, no mínimo, cinco patrolas e demais equipamentos com suas respectivas equipes. Mesmo assim, a SMOV segue trabalhando para diminuir esse retroativo. “Está aqui comigo o relatório de junho a novembro foram patroladas 250 ruas da cidade. Isso com as patrolas que temos hoje. Então podemos afirmar que está acontecendo, mas a demanda é grande”, salienta o secretário.

Outra pauta bastante citada pelos vereadores presentes foi a recuperação das vias asfaltadas do município. Conforme o secretário da SMOV, hoje existe um contrato de massa quente de cinco metros cúbicos por dia e isso é insuficiente. Além disso, a Prefeitura tem uma equipe de tapa-buraco a frio e foi gasto mais de R$ 100 mil, além de mais R$ 250 mil para o quente. Por isso foram priorizadas a avenida principal, as entradas da cidade e a Avenida Frederico Dihl.

O titular da pasta fala que tem ciência de que as ruas asfaltadas são o maior clamor da comunidade, pois estão destruídas. Contudo, Martins explica que faltam recursos para corrigir esse problema. “Fizemos o levantamento para saber o que é preciso fazer para colocar o tapa-buracos em dia. Ao todo seriam necessários cinco milhões para realizar essas obras. Se a gente conseguir esse recurso, conseguimos recuperar a cidade”, finaliza o secretário da SMOV.

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