Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2021 |

Candidatos a prefeito que foram derrotados no pleito deste ano fazem avaliação da campanha de 2020

Os cinco nomes que perderam fizeram uma análise do futuro do município para os próximos quatro anos

Por Redação em 27 de Novembro de 2020

"Quatro dos cinco candidatos derrotados estiveram presentes no debate do Olhar TV, que contou com a participação do Jornal A Semana" (Foto: Arquivo A Semana)


Há duas semanas, Alvorada descobriu quem seria o prefeito da cidade pelos próximos quatro anos. José Arno Appolo do Amaral (MDB) foi reeleito com 24.502 votos – 290 votos a mais do que a segunda colocada. Nessa semana, ao invés de conversar com o prefeito eleito, a reportagem do Jornal A Semana ouviu os cinco candidatos que se colocaram a disposição, mas que não venceram o pleito.

Stela Farias (PT) ficou em segundo lugar, com 28,88% dos votos – 24.292 votos – e foi contatada, mas afirmou ter tirado alguns dias para refletir sobre o resultado dessa eleição. A candidata também aguarda o resultado das eleições de Caxias do Sul. Isso porque é a primeira suplente na Assembleia Legislativa e, caso o deputado Pepe Vargas (PT) vença o segundo turno, a alvoradense assumirá uma cadeira.

Contudo, em suas redes sociais, ela afirmou que está grata pelo trabalho feito durante toda a pré-campanha e campanha. Além disso, falou do resultado apertado. “Em uma eleição marcada pelo abuso do poder econômico, pelo uso da máquina pública e por uma maioria que, desesperançada, optou por não votar ou votar nulo e branco, tivemos o resultado mais apertado da história de Alvorada”, analisa Stela.

Já Douglas Martello (DEM) ficou em terceiro lugar no pleito – superando o seu resultado das eleições de 2016. Além disso, ele dobrou sua votação e aumentou a nominata de sua coligação na Câmara de Vereadores. Em entrevista, o político afirmou que está sendo consolidada a ideia de um novo grupo e de uma nova forma de fazer política dentro do município.

Questionado sobre uma possível entrada no governo, ele afirmou que o partido será independente e não participará do governo, mas que coloca o seu plano de cidade a disposição de Appolo. “Eu vou seguir contribuindo com a cidade com as relações que tenho no Estado e na União. Quero participar dos debates e, como cidadão que sou, seguirei contribuindo com Alvorada para que ela seja melhor”, salienta Martello.

O Juliano Marinho (PSD) concorreu pela primeira vez ao cargo de prefeito e ficou em quarto lugar no pleito. Além disso, sua coligação elegeu dois vereadores neste pleito. Questionado sobre o futuro do partido, ele afirma que o projeto liderado por ele foi colocado na oposição e é assim que é preciso ficar. Ele justifica isso dizendo que 80% da população não elegeu Appolo.

Questionado sobre o seu futuro político, ele afirmou que nunca teve um projeto pessoal e que seguirá fazendo política e defendendo a população alvoradense. “Fiz o que pude. Apresentei um projeto de cidade, apresentei propostas e soluções para problemas crônicos. Infelizmente, o poder econômico e político falaram mais alto”, justifica Marinho.

Para Valmor Freitas (Cidadania), que foi o único com chapa pura, o trabalho feito foi exemplar. Segundo ele, o orçamento da campanha majoritária foi menor do que algumas candidaturas a vereador, mas a candidatura foi prejudicada pela polarização e pelo movimento antipetista, que acabou desencorajando os votos em uma nova alternativa.

Ele também reconheceu o feito do partido Cidadania ter feito uma cadeira na Câmara e acredita que a sigla não deve entrar no governo Appolo. “No que diz respeito a eventual coligação, não vejo nenhuma possibilidade. Isso, claro, deve ser tratado pela executiva do partido. Minha posição, no entanto, é de que devemos seguir com autonomia para tomada de posições sem vínculo com o governo”, enfatiza Freitas.

O último colocado foi Junior Caminhoneiro (PSOL), que afirmou que nem o seu partido e nem o PCB irão compor o governo eleito, assim como não participariam de nenhum dos outros projetos apresentadores para a cidade. A ideia agora é seguir combate ao lado dos desfavorecidos e trabalhar ao lado de quem tem atitudes construtivas e propositivas para o município.

Sobre o seu futuro político, ele afirma que nunca teve um projeto pessoal e que seguirá trabalhando pela cidade. “O trabalho é do partido, dos apoiadores e dos nossos eleitores. O objetivo foi subir mais na escalado de consciência e esse objetivo foi alcançado inclusive com muitos eleitores que não nos deram o voto, mas se viram identificados no nosso discurso”, finaliza o candidato do PSOL.

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