Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2020 |

Contribuição dos servidores e suspensão da GTS geram conflito entre Sindicatos dos Municipários e Prefeitura

Segundo o secretário Telles, a relação entre as partes se tornou insustentável

Por Redação em 09 de Outubro de 2020

"A reportagem do Jornal A Semana escutou Luís Carlos Telles e Rodinei Rosseto sobre o assunto" (Foto: Guilherme Wunder)


Nas últimas semanas, voltaram à tona temas que já estavam sendo discutidos desde maio deste ano. Um deles é o aumento da alíquota previdenciária dos servidores – de 11% para 14% – e o outro é a suspensão do pagamento da Gratificação por Tempo de Serviço (GTS) de maio deste ano até dezembro de 2021. Essas mudanças, oriundas do Governo Federal, se tornaram debate entre a Prefeitura e o SIMA.

Ponto de vista do Executivo

Em entrevista ao jornal A Semana, o secretário de Administração (SMA), Luís Carlos Telles, informou que o aumento da alíquota previdenciária foi uma determinação do Governo Federal aprovada em maio e que o município precisa acatar. Desde então há negociações entre Prefeitura, Câmara de Vereadores e Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Alvorada (SIMA) para estudar e votar o projeto – que foi rejeitado essa semana.

Já a GTS, assim como os triênios, quinquênios e a licença-prêmio, também fazem parte de um decreto do Governo Federal e que não cabe a Prefeitura ou Câmara discutir e aprovar. Isso porque, no decreto, está explicado que o congelamento ocorre devido a situação de calamidade pública e a redução das receitas de todos os municípios e por isso que esse decreto foi publicado.

Segundo o secretário, o SIMA perdeu a oportunidade de trabalhar junto com a administração ao entrar em conflito por pautas que não passam pela vontade do prefeito. “A relação com o SIMA se tornou insustentável. Houve vezes onde eles saíram daqui concordando conosco e depois foi para as redes sociais atacar a administração. Isso aconteceu com a alíquota do FUNSEMA e agora com o GTS”, afirma Telles.

Ponto de vista do SIMA

A reportagem também conversou com o presidente do SIMA, Rodinei Rosseto. Ele afirmou que a administração municipal está tentando politizar o sindicato e isso não vai acontecer. Segundo o presidente da entidade, eles estão trabalhando para os servidores e por isso são contrários ao congelamento do GTS e do aumento da alíquota, porque são dois pontos que afetam o bolso dos servidores na pandemia.

Questionado sobre isso, ele afirma que houve diversos ataques ao SIMA no decorrer dos últimos quatro anos e que a entidade trabalha para reverter isso. “Nos foi tirado a licença-prêmio, a trimestralidade, a eleição de diretores, cortaram a insalubridade, não pagaram o adicional noturno, aparelharam os conselhos, tiraram os direitos dos servidores cedidos ao SIMA”, salienta o presidente.

O servidor afirma que a Prefeitura tinha alternativas para evitar o congelamento do GTS em meio a pandemia. “Porque eles não vieram em maio para conversar conosco? A gente procurou o secretário e o prefeito para tratar do assunto e prevenir os trabalhadores. A gente tinha a proposta de aceitar o congelamento e, em troca, zerar o desconto do ticket alimentação, mas eles nem nos escutaram”, finaliza Rosseto.

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