Segunda-Feira, 20 de Novembro de 2017 |

Ex-vereador Vânio Presa e mais quatro pessoas são condenados por lavagem de dinheiro e organização criminosa

A decisão ainda cabe recurso.

Por Redação em 08 de Setembro de 2017


Na segunda-feira, 04/09, a Justiça de Alvorada condenou o ex-vereador da cidade, Vânio Presa e mais quatro pessoas pela prática de crimes apurados na Operação Alderman, do Ministério Público Estadual. A decisão ainda cabe recurso.

Conforme a denuncia do Ministério Público, o grupo era comandado por Presa e composto por sua mulher, pelo irmão, pela cunhada e por um assessor fantasma. Ainda, segundo o MP, o valor desviado ultrapassou os R$ 1 milhão.

O ex-vereador recebeu pena de 15 anos e dez meses de prisão e Juliano Cassal Manente, assessor fantasma, a 11 anos e um mês de prisão. Foragidos, os dois não podem recorrer em liberdade. Já sua companheira, Daniela Gonçalves vai ter de cumprir 12 anos e oito meses de reclusão; Ronaldo Ramos, irmão do ex-vereador, nove anos e 11 meses, e Patrícia Vieira de Mello, cunhada de Presa há nove anos. Os três últimos, porém, podem recorrer fora da prisão. Todos foram considerados culpados pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Defesa

Procurado pela reportagem, o advogado Diego de Souza Beretta, um dos advogados que representam Vânio Presa e os três familiares, informou que vai recorrer das condenações. “Entendemos que a condenação é totalmente fora da realidade processual e para comprovar este tipo de crime necessita de outras provas. Vamos manter o pedido de absolvição do Vânio”, fala.

Ainda, conforme Beretta, não foi provada lavagem de dinheiro por parte dos clientes. “Comprovamos a origem lícita do dinheiro e que era proveniente dos rendimentos da pizzaria, tinha salário razoável de vereador, a esposa gerente de banco, justificava tudo o que vinha comprando. O apartamento, os veículos dele e da esposa foram comprados parcelados, financiados. Foi comprovada a origem dos valores. Diversos bens foram adquiridos parceladamente”, afirma. Ele ainda disse que o Juiz não deixou seu cliente responder o processo em liberdade e Vânio não se apresentou, sendo considerado como foragido. “Ingressamos com habeas corpus pedindo o efeito suspensivo da prisão e o processo sobe ao Tribunal de Justiça”, explica.

Operação

A Operação Aldeman – vereador em inglês – ainda cumpriu sete mandados de busca e apreensão em escritórios de contabilidade, pizzarias, uma residência e veículos. Também foram bloqueados bens em contas correntes, um imóvel no Litoral Norte Gaúcho e dois em Alvorada, e cinco veículos.
Segundo o Ministério Público, o grupo chefiado por Presa servia para disfarçar a origem do dinheiro proveniente de crimes licitatórios, contra a administração, tráfico de drogas e agiotagem. Os bens eram colocados em nome de terceiros e pizzarias eram utilizadas para lavar dinheiro. A estimativa do MP é de que mais de R$ 1 milhão tenham sido lavados.

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